
Levantamento do UOL aponta que 69 deputados e senadores eleitos em 2026 respondem a processos criminais: 33 são réus em ações penais e 36 são investigados em inquéritos ainda sem denúncia. Na prática, cerca de 1 em cada 9 parlamentares está nessa situação.
A maior parte dos casos envolve dinheiro público, incluindo peculato, corrupção, desvio de verbas e fraude em licitações. Entre os citados estão Isnaldo Bulhões, Felipe Show, Ney Santos, Júnior Betão, Bia Kicis, Elmar Nascimento, Yury do Paredão, Juscelino Filho, Mario Frias e Juarez Costa.
O levantamento ressalta que ser investigado ou réu não significa ser culpado. Pela legislação brasileira, em regra, a perda dos direitos políticos depende de condenação definitiva; a Lei da Ficha Limpa permite inelegibilidade em determinadas situações após condenação por órgão colegiado.
Por que importa: o dado expõe a dimensão do passivo judicial que chega ao novo Congresso — e mostra que parte significativa dos casos está relacionada justamente à gestão e utilização de recursos públicos.






