
A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição afirmou que o presidente aceitou as condições apresentadas pelo adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para a quebra de sigilos bancários e telefônicos. Segundo o coordenador da campanha petista, Camilo Santana, a resposta será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h. O mesmo prazo foi dado para que o candidato do PL autorize a divulgação dos próprios dados e dos familiares.
“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, afirmou Camilo.
Desafio começou em debate
Lula propôs a abertura dos sigilos durante o debate entre os dois candidatos no domingo (18). Na ocasião, afirmou que autorizaria a divulgação de seus dados bancários e telefônicos, além dos registros de sua esposa e de seus filhos, desde que Flávio fizesse o mesmo. Na terça-feira (20), o petista apresentou ao TSE um requerimento autorizando a divulgação das informações.
Na quarta-feira (21), Flávio afirmou que aceitaria o desafio, mas condicionou a abertura dos próprios sigilos à ampliação do alcance das informações apresentadas por Lula. Entre as exigências estão dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e a quebra dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula.
Segundo Camilo, Lula não se opõe às condições apresentadas pelo adversário. O coordenador da campanha petista cobrou que Flávio cumpra o compromisso antes do segundo turno, marcado para domingo (25).






