
Equipe Focus
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O ex-ministro Ciro Gomes, derrotado nas últimas eleições presidenciais, criticou a proposta de reforma da Previdência apresentada ontem, 20, pelo Governo Bolsonaro. “A primeira impressão é muito ruim. Algumas coisas são flagrantemente criminosas”, destacou.
Ciro afirma que o texto não tem comprometimento em acabar com as superaposentadorias. “É muito menos comprometida com a cessação dos privilégios, que é o verdadeiro problema da Previdência, do que fazer justiça e sustentabilidade do financiamento da Previdência”, pontou.
“O salário do aposentado da vida normal, do trabalhador do comércio, indústria, é de R$ 1.240 em média. Aqueles que conseguiram privilégios por tempo de serviço, têm um salario médio R$ 1.940. O salário de um burocrata do Legislativo é de R$ 28 mil”, afirmou.
O ex-ministro também não poupou críticas ao aumento da idade mínima. “A evolução abrupta da idade mínima desconsidera o Brasil real. É só perguntar a qualquer pessoa, não precisa ser um grande técnico. É razoável que uma pessoa que trabalha no ar condicionado de gravata, tenha a idade mínima de um trabalhador rural, que saiu 5h30 da manhã com uma enxada nas costas e que não tem uma expectativa de vida de 66 anos? É razoável estabelecer idade mínima por igual? É razoável que pessoas que trabalham em atividades insalubres, atividade de alto risco, por inerência da profissão, tenham as mesmas regras para se aposentar?”, disparou.
Por fim, destacou a ausência nos militares na proposta. “Os militares custam R$ 47 bilhões à Previdência e recolhem R$ 4 bilhões. O maior buraco relativo da Previdência é dos militares. O Brasil tem 500 generais da reserva. 99% dos oficiais brasileiros se aposentam com menos 55 anos. Essa reforma não fala nada sobre isso”, complementou.
Ciro critica texto de reforma da Previdência:
Sobre a Reforma da Previdência:
“algumas coisas são flagrantemente criminosas”. pic.twitter.com/KbP6iRZ2CW— Ciro Gomes (@cirogomes) February 21, 2019
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