Febraban alerta foliões sobre golpes mais comuns envolvendo cartões de débito e crédito no Carnaval

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Foto: Pixabay

Átila Varela
atila@focuspoder.com.br
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta os usuários de cartões de crédito e débito a não caírem em golpes no período de Carnaval. Lançou até uma cartilha com catalogando os golpes mais comuns nos períodos de festa.
FALSO MOTOBOY
O golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa se passando por funcionário do banco, dizendo que o cartão foi clonado e que é preciso bloqueá-lo. Para isso, bastaria cortá-lo ao meio e pedir um novo pelo atendimento eletrônico. O falso funcionário pede a senha, e fala que, por segurança, um motoboy irá buscar o cartão. O que o cliente não sabe é que, com o cartão cortado ao meio, o chip permanece intacto, e é possível realizar diversas transações.
Fique atento: nenhum banco pede o cartão de volta ou se oferece para retirá-lo. Então, desligue o telefone e consulte seu gerente sobre alguma irregularidade.
TROCA DE CARTÃO
Ao entregar a maquininha para digitar a senha, o bandido se aproveita de alguma distração ou usa algum truque para desviar a atenção do comprador, que, sem perceber, digita a senha no campo de valor, em que aparecem os números digitados e não asteriscos. O golpista consegue, assim, roubar a senha. Ainda aproveitando a falta de atenção, ele troca o cartão e devolve um similar e até do mesmo banco. E o consumidor só vai perceber a troca ao tentar usar o cartão novamente.
Fique sempre atento ao seu cartão e confira-o na devolução. Veja se a senha está sendo digitada na tela certa. Lembre-se que o campo de senha mostra apenas asteriscos, nunca os números digitados.
DUPLA OPERAÇÃO OU VALOR ERRADO
O bandido finge que o cartão não passou na maquininha e alega um problema qualquer do aparelho. Em seguida, ele pega outra maquininha e cobra novamente o valor (o mesmo, ou maior). O truque só é percebido ao se conferir o extrato, que revela o prejuízo.
Sempre peça e confira o recibo, para ver se a operação foi realizada corretamente. E, se algo der errado, você sempre pode pedir para cancelar a operação imediatamente.
CENTRAIS FALSAS
Os bandidos ligam, dizem ser da central antifraude do banco e pedem dados confidenciais. Eles podem usar até recursos tecnológicos, como gravações e menus, iguais aos dos bancos para aumentar a confiança da vítima. Com essas informações e a senha fornecida, os criminosos conseguem alterar os bloqueios de segurança utilizados pelo banco, e conseguem, inclusive, limpar a conta bancária alvo do golpe.
O banco nunca liga pedindo dados pessoais. Na dúvida, desligue o telefone e avise seu gerente.
TROCA DE CARTÃO NO CAIXA AUTOMÁTICO
Enquanto o cliente usa o caixa eletrônico, o bandido se aproxima e oferece ajuda. Após ver a vítima digitar a senha, ele troca o cartão sem ser notado, e, com isso, realiza saques e compras. Até o golpe ser notado, o prejuízo será bem grande.
Aceite ajuda apenas de funcionários identificados e nunca forneça sua senha. Na dúvida, chame o gerente do banco.
PÁGINAS, EMAILS E SMS FALSOS
A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras e atrativas, com links que, na verdade, direcionam para um site falso. Acreditando se tratar de uma página confiável, o consumidor fornece dados sigilosos, como número de cartão e senhas. Com essas informações, o bandido realiza transações, burla bloqueios de segurança, desbloqueia cartões e confirma dados.
Sempre verifique se o endereço da página é o correto. Além disso, nunca acesse links ou anexos de e-mails suspeitos. Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.
APPS MALICIOSOS
Um e-mail é enviado com um link que, ao ser clicado, instala um vírus no aparelho ou equipamento e dá aos bandidos acesso ao dispositivo. Com isso, eles conseguem acessar dados bancários no computador e realizar transações.
Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados e não clique em links suspeitos.
TROCA DE CHIP DO CELULAR
Após o bandido obter dados pessoais de um usuário, ele liga na companhia telefônica passando-se pelo cliente e solicita o bloqueio da linha. Com documentos falsos, ele se dirige a uma loja da operadora de celular e habilita um novo chip de celular com o mesmo número daquele bloqueado, mesmo sem ter roubado o aparelho. Depois de ter conseguido o número da conta corrente ou do cartão de crédito, utilizando algum outro método fraudulento, o golpista passa a usar o banco, passando-se pelo cliente verdadeiro. Como o criminoso cancelou a linha telefônica da vítima, o correntista fica sem receber alertas de compras ou códigos de segurança (ex. Token SMS), enviados pela instituição financeira. Um indício deste golpe é quando o celular para de funcionar repentinamente.
Proteja seus dados pessoais, inclusive nas redes sociais, e não revele nenhuma informação a desconhecidos. Quando perceber qualquer movimentação estranha em sua conta corrente ou poupança, ou notar que seu celular parou de funcionar repentinamente, avise o gerente da sua conta ou contate a operadora do seu celular.

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