
Por Fábio Campos
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Jair Bolsonaro inicia hoje a sua ofensiva visando conquistar o eleitorado que, desde 2002, dedica suas preferências às candidaturas presidenciais do PT. Nesta quinta-feira, 11, o presidente da República deve anunciar oficialmente o 13º salário para os milhões de beneficiários do Bolsa Família. A medida certamente terá impacto significativo junto aos bolsões de pobreza no Nordeste que, em muitos casos, deram até 80% dos votos para o pouco conhecido Fernando Haddad (PT) no segundo turno de 2018.
A rejeição ao candidato Bolsonaro no Nordeste parece ter se estendido ao presidente Bolsonaro. É na Região que ele tem a pior avaliação após os três meses iniciais de mandato. Segundo o Datafolha, a desaprovação ao governo nessa região ficou em 39%, enquanto no Sul é de 22%. Vele lembrar que 12% da população nordestina recebe o Bolsa Família. Já no Sudeste, são 4% de beneficiários.
Mas a ação do Governo Federal no Nordeste não pretende focar somente no Bolsa Família. A Coluna do Estadão de hoje relata que a estratégia de aproximação com o eleitor nordestino prevê um pacote de ações de fomento à agricultura. “Sob orientação da Casa Civil e do Ministério da Agricultura, a Embrapa Territorial identificou oito microrregiões carentes nas quais fará ações direcionadas. Pelo plano traçado, o programa beneficiará cerca de 150 mil famílias”.
Esse pacote deve ser anunciado até junho. “As oito microrregiões sugeridas são próximas aos municípios de Euclides da Cunha (BA), Araripina (PE), Batalha (AL) e Canindé do São Francisco (SE). Porém, devem ser incluídas cidades das regiões do Vale do Açu (RN), Cariri (PB), Baixo Jaguaribe (CE) e sul do Piauí.
Outro ponto: “Bolsonaro também promete uma atenção especial aos parlamentares da Região Nordeste, onde a articulação do governo identificou pressão maior dos eleitores contra a reforma da Previdência”.







