
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram mais de 2% nesta segunda-feira, mesmo com a queda do petróleo. Isso ocorreu após a estatal aumentar em cerca de 7% o preço da gasolina vendida a distribuidoras, agora a R$ 3,01 por litro, a partir de terça-feira (9). Este foi o primeiro ajuste desde outubro.
Para o diesel, não houve alteração. O último ajuste na gasolina foi uma redução em outubro do ano passado; o último aumento foi em agosto do mesmo ano. A Petrobras também elevou o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, para R$ 34,70 por botijão de 13kg (+9,8%).
Os ativos PETR3 fecharam com alta de 2,33% (R$ 41,22), enquanto PETR4 subiu 2,45% (R$ 38,44). Os ganhos foram impulsionados após o anúncio do reajuste.
“A nova CEO, Magda Chambriard, reafirmou a estratégia de preços dos combustíveis, o que acrescenta credibilidade à continuidade de políticas importantes, como a distribuição de dividendos e padrões de governança corporativa”, afirmou o Morgan Stanley. Segundo o banco, o aumento reduz a diferença entre a gasolina e a paridade de importação de cerca de 14% para 7,5%.
O Morgan Stanley esperava um fechamento total da lacuna, mas reconhece a prudência da Petrobras devido à volatilidade cambial. O banco espera ajustes no preço do diesel nas próximas semanas, já que ele continua 14% abaixo da paridade de importação.
Para o Itaú BBA, o ajuste reafirma o compromisso da Petrobras com sua estratégia comercial, evitando repassar a volatilidade ao consumidor.
O Goldman Sachs destaca que este é o primeiro ajuste de preços sob a nova gestão. Embora os preços da gasolina ainda estejam abaixo da paridade internacional, o anúncio reduz preocupações de uma possível intervenção política na política de preços. O Goldman mantém recomendação de compra para as ações da Petrobras.







