
Bruno Cabral
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A fusão dos grupos Hapvida e NotreDame Intermédica (GNDI), que cria o maior conglomerado de saúde verticalizado do Brasil e um dos maiores do mundo, já mostra que novas aquisições estão por vir.
“Depois de passar pelos reguladores, há a possibilidade de outras aquisições e uma série de sinergias poderão ser capturadas. Há muitos ganhos nesses dois anos que poderão ser capturados dentro das possibilidades que nós temos”, disse Jorge Pinheiro, diretor-presidente da Hapvida, durante teleconferência realizada nesta segunda, 1º de março.
Além disso, ao falarem sobre o potencial a ser explorado pelas companhias combinadas, Jorge Pinheiro e Irlau Machado Filho, diretor da NotreDame, ressaltaram que mais de 65 milhões de pessoas ainda não têm plano de saúde privado. O plano de integração deve iniciar imediatamente. A nova operação terá Jorge Pinheiro e Irlau Machado como co-CEOs.
“Nesse período, vamos trabalhar respeitando rigorosamente a regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), para que a gente possa construir planejamentos adequados”, disse Irlau Machado Filho. “Uma vez iniciado o processo de fusão, são inúmeras as oportunidades que vemos para oferecer um incremento de acessibilidade ao sistema de saúde privado no País”, complementou.
No momento do anúncio ao mercado da combinação de negócios, realizado na tarde desta segunda-feira (1), as ações da Hapvida (HAPV3) subiam 9% e as da GNDI (GNDI3) apresentavam alta de 7%. Nas cotações atuais, o valor de mercado da Hapvida é de R$ 62,8 bilhões e da GNDI de R$ 56,5 bilhões.
Desde que realizaram a abertura de capital (IPO) – ambas em abril de 2018 -, as duas empresas somadas fizeram 30 aquisições, com R$ 85 bilhões de valor criado para seus acionistas. Nesse período, as companhias apresentaram um crescimento de 140% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Com a fusão, o conselho de administração terá 5 membros indicados pela Hapvida, 2 membros indicados pela GNDI (sendo um deles Irlau Machado), e 2 membros independentes (1 indicado pela Hapvida e 1 indicado pela GNDI).
Entre as sinergias destacadas pelos diretores das companhias, estão: (1) a venda cruzada de planos corporativos em regiões atualmente atendidas por uma das empresas; (2) potencial de redução de sinistralidade, aprimorando protocolos com as melhores práticas; (3) alavancar a rede própria com a oferta de serviços a terceiros; e (4) a eliminação de duplicidades nas despesas gerais administrativas.
A operação de combinação de negócios, já aprovada pelos acionistas, está sujeita ao aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).







