
O fato: Em outubro de 2024, o custo da cesta básica em Fortaleza registrou uma inflação de 4,13%, totalizando R$ 641,34. Para adquirir os produtos essenciais, um trabalhador que recebe o salário mínimo teve de trabalhar 99 horas e 56 minutos no mês. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela alta nos preços do tomate (+16,34%), carne (+9,95%), café (+5,33%) e óleo de soja (+5,23%).
Contexto: Fortaleza foi uma das capitais brasileiras que sofreram com o aumento nos preços dos alimentos. A elevação geral reflete uma alta de 4,13% em relação ao mês anterior, que se soma a um cenário de custos elevados para produtos básicos. O estudo, realizado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que os fortalezenses que recebem o piso salarial nacional tiveram que destinar 49,10% do seu rendimento líquido à compra da cesta básica.
Desdobramentos: Mesmo com o aumento mensal, a cesta básica em Fortaleza teve queda de 10,26% nos últimos seis meses e de 1,17% em comparação ao ano anterior. No entanto, os produtos essenciais seguem impactando o orçamento dos consumidores. Para sustentar uma família padrão de quatro pessoas, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 6.769,87, equivalente a 4,79 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.412,00.
Perspectiva: Com a pressão inflacionária sobre os itens de primeira necessidade, as famílias em Fortaleza devem enfrentar desafios financeiros crescentes, mesmo com quedas pontuais em alguns produtos como a farinha (-5,76%) e a banana (-2,96%).







