Brasil fica em 7º em ranking de investimentos estrangeiros

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Foto: Freepik

O Brasil é o sétimo destino mais procurado pelos estrangeiros que querem investir em países emergentes, conforme aponta o Índice de Confiança para Investimento Direto Estrangeiro, da consultoria internacional Kearney. O País ficou atrás de China, Índia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Tailândia e Arábia Saudita. Ao todo, o levantamento avaliou o desempenho de 25 nações.

Esta é a primeira vez, em 25 anos, que a Kearney compilou dados sobre o apetite dos investidores em relação aos mercados emergentes. Anualmente, a consultoria divulga um ranking geral de desempenho das nações mais buscadas pelos investidores estrangeiros em todo o mundo.

Conforme divulgado pela consultoria, o índice é produzido com base em uma pesquisa realizada com executivos de empresas de diversos setores econômicos, em cerca de 30 países. Para participar da pesquisa, as empresas precisam ter faturamento anual igual ou superior a US$ 500 milhões. O estudo avalia, seguindo as respostas dos executivos, quais os mercados com maior potencial para atrair investimentos nos próximos três anos

“Nós vimos que fazia sentido ter uma lupa nos emergentes e entender essa movimentação específica dentro do ranking. Porque, se eu mostro só a lista principal, fica até difícil conversar com pessoas de países emergentes que não estão na lista principal”, diz Sachin Mehta, sócio da Kearney no Brasil.

Entre os emergentes, o Brasil foi o melhor colocado no ranking em comparação aos outros países da América Latina, como México (8.º), Argentina (9.º), Colômbia (18.º), Peru (19.º) e República Dominicana (20.º), que também apareceram nas intenções de investimentos.

Em 2022, aportes no País somaram US$ 90 bilhões

Dados do Banco Central mostram que os investimentos estrangeiros no País chegaram a US$ 90 bilhões em 2022. O resultado de ingresso líquido de aportes para o setor produtivo foi o dobro do ano anterior, além de ser o melhor desempenho no mercado nacional desde 2012 – quando o País recebeu US$ 92 bilhões.

Apesar de figurar na sétima posição do ranking que avaliou o desempenho dos mercados emergentes, o Brasil acabou ficando de fora da lista de principais destinos para investidores na lista geral. Em 2022, o País voltou a aparecer na listagem em 22.º lugar, depois de perder espaço no levantamento de 2021.

Pelo 11.º ano consecutivo, os Estados Unidos aparecem como o primeiro colocado no ranking dos 25 destinos mais buscados pelos investidores estrangeiros, à frente de Canadá (2.º), Japão (3 º), Alemanha (4.º) e Reino Unido (5.º). Segundo o levantamento, a edição de 2023 do estudo reafirma a preferência dos interlocutores do mercado internacional por economias desenvolvidas, já que dos 25 países analisados, apenas seis são de nações economicamente emergentes.

Segundo Sachin Mehta, sócio da Kearney no Brasil, a posição do País no ranking geral é reflexo das incertezas políticas e econômicas vividas ao longo dos últimos anos. Sobre um possível “salto” no índice de confiança do investidor estrangeiro, Mehta afirma que dependerá dos instrumentos fiscais utilizados pelo governo brasileiro, mas que podem apresentar resultados apenas no médio e no longo prazos.

Energia limpa

Para Luciano Lindemann, diretor executivo sênior da FTI Consulting, o País tem potencial para se destacar entre os emergentes como uma opção de diversificação aos investimentos na China. Um possível diferencial seria o protagonismo do País em investimentos relacionados às matrizes energéticas mais limpas.

“Nenhum investidor vai tirar a China da sua carteira de investimento, mas outros países perderam completamente a atratividade, aí o Brasil é um país emergente que naturalmente pode atrair os olhos do mundo”, afirma ele.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

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