BTG ajusta carteira para novembro e adiciona Petrobras, Lojas Renner e mais oito ações

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Foto: (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O fato: O BTG Pactual classificou o momento atual dos ativos brasileiros como “crítico”, apontando uma precificação elevada de risco nos valuations. Em um cenário de incerteza tanto doméstica quanto global, o banco fez ajustes estratégicos em sua carteira recomendada para novembro, destacando a adição de ações da Petrobras, Lojas Renner e Localiza, substituindo Ambev, Rede D’Or e Porto Seguro.

Contexto: Os analistas do BTG destacam que os investidores mantêm ceticismo em relação à implementação de um pacote robusto para a redução estrutural de despesas no Brasil. A visão é de que, embora as expectativas estejam baixas, um anúncio de maior magnitude poderia impactar positivamente as taxas de longo prazo do país. No cenário internacional, o BTG considera que o risco político das eleições nos EUA já está amplamente precificado, enquanto na China, a expectativa é de que novos estímulos fiscais possam ser implementados para impulsionar a economia.

Mudanças na carteira: Entre as movimentações, o BTG substituiu as ações da Ambev (ABEV3), Rede D’Or (RDOR3) e Porto Seguro (PSSA3) por Petrobras (PETR4), Lojas Renner (LREN3) e Localiza (RENT3). Para os analistas, a Localiza deve apresentar resultados fortes no terceiro trimestre de 2024, com melhora nas margens de aluguel e custos reduzidos de depreciação. O balanço da empresa será divulgado em 11 de novembro. Além disso, a Lojas Renner aumenta a exposição do banco ao varejo para 20%, em conjunto com a Vivara, com expectativa de que o novo centro de distribuição da companhia melhore a lucratividade e mantenha as vendas sólidas, impulsionadas pela atividade econômica.

Detalhes: Para novembro, o banco também ajustou sua exposição a Itaú (ITUB4), que passou de 10% para 15%, enquanto a participação em Serviços Básicos foi reduzida de 25% para 20%, mantendo as ações da Eletrobras (ELET3) e Equatorial (EQTL3). A participação em Marcopolo (POMO4), Vale (VALE3) e Cyrela (CYRE3) permaneceu inalterada.

Petrobras de volta: A Petrobras retorna à carteira do BTG, apesar da expectativa de que os resultados do terceiro trimestre não tragam surpresas significativas. O banco vislumbra, porém, um atrativo equilíbrio de risco/retorno no próximo Plano Estratégico de 5 anos da companhia. Segundo os analistas, há potencial para a redução de capex entre 2025 e 2026, o que abriria caminho para maiores dividendos e possíveis dividendos extraordinários já em novembro.

No mês de outubro, a carteira recomendada do BTG teve um desempenho de -1,1%, superando a queda de 1,6% do Ibovespa. Para novembro, as ações e pesos recomendados pelo banco são:

• Vale (VALE3): 10%
• Itaú Unibanco (ITUB4): 15%
• Eletrobras (ELET3): 10%
• Petrobras (PETR4): 10%
• Lojas Renner (LREN3): 10%
• Equatorial (EQTL3): 10%
• Localiza (RENT3): 10%
• Marcopolo (POMO4): 5%
• Vivara (VIVA3): 10%
• Cyrela (CYRE3): 10%

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