Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que flexibiliza regras de licitações em casos de calamidade pública

COMPARTILHE A NOTÍCIA

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (29) um projeto de lei que flexibiliza as regras para licitações, com o objetivo de acelerar as respostas a calamidades públicas e assegurar segurança jurídica aos gestores durante situações de emergência reconhecidas pelo governo. O projeto, que agora segue para análise do Senado, busca tornar mais ágeis as ações de socorro e reconstrução em cenários de desastres naturais e outras calamidades.

A proposta aprovada é um substitutivo do deputado Bohn Gass (PT-RS) ao Projeto de Lei 3117/24, de autoria dos deputados José Guimarães (PT-CE) e Marcon (PT-RS). O texto consolidou e ajustou duas Medidas Provisórias (MPs) que foram elaboradas para apoiar a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes que devastaram o estado este ano. As MPs, que tratam de procedimentos licitatórios e da destinação de recursos para recuperação, perderão a vigência em setembro, sem terem sido analisadas pelo Congresso.

Uma das medidas, a MP 1221/24, estabelece regras diferenciadas para licitações em casos de calamidade pública, enquanto a MP 1216/24 destinou aproximadamente R$ 2,5 bilhões para apoiar empresas e produtores rurais afetados pelas inundações no Rio Grande do Sul. O substitutivo incorporou ambas as medidas, ampliando sua aplicação para outros cenários de calamidade pública que possam ocorrer em todo o Brasil.

“O grave cenário provocado pelas inundações de maio no Rio Grande do Sul, com destruição e mortes, é razão idônea e suficiente para justificar a flexibilização das regras de licitação,” afirmou o relator Bohn Gass, em seu parecer aprovado pela Câmara. Segundo ele, a aprovação do projeto é essencial para que o poder público possa agir com maior rapidez e eficácia em situações de emergência.

Os autores do projeto, José Guimarães e Marcon, destacaram que as mudanças legislativas não se limitam ao caso do Rio Grande do Sul, mas se aplicam a qualquer situação de calamidade pública no país. Eles ressaltaram a importância de medidas flexíveis diante de desastres recentes, como os incêndios no Pantanal e a seca na Amazônia, que têm causado graves prejuízos ambientais e socioeconômicos.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

A reorganização da direita e o estreito caminho até o centro

Luiz Pontes e o método do poder silencioso

Sombra ou fantasma: o que Cid Gomes realmente diz sobre Camilo deixar o MEC

Pesquisa Atlas: Lula não dispara, mas governa o tabuleiro; Veja os números

Como antecipado no Focus, Camilo sinaliza saída do MEC para liderar campanha contra Ciro; O que isso importa?

Deu no New York Times: A blindagem silenciosa das vacinas na velhice

Ibovespa rompe 166 mil e mercado compra a tese de virada política no Brasil

Ao lado de deputados evangélicos, Ciro assume candidatura ao Governo: “Vou cumprir minha obrigação”

Em dez pontos, Guimarães expõe o mapa de riscos do lulismo em ano pré-eleitoral

Brasília e Ceará entram em ebulição com articulação para Camilo na Justiça; Saiba causas e efeitos

Compromisso zero: a fala de Ivo que tensiona a base de Elmano

Governo puxa de volta 30% do Banco do Nordeste: ajuste técnico ou sinal de mudança maior?

MAIS LIDAS DO DIA

Anvisa discute regras para produção de cannabis medicinal no Brasil

Fim da escala 6×1 pode ser votado ainda no primeiro semestre, diz Boulos

Intimação por WhatsApp não autoriza prisão por dívida de pensão alimentícia, decide STJ

Série protagonistas: Romeu Aldigueri como fiador da estabilidade

Exercícios de trigonometria política; Por Paulo Elpídio de Menezes Neto

Quando a toga passa a governar; Por Gera Teixeira

BNDES injeta R$ 233 milhões no maior data center do Nordeste e reforça a vocação digital do Ceará

Associação de psicologia questiona no STF a renovação automática da CNH