Indústria recebe R$ 4 bi de crédito do FAT para inovação tecnológica

COMPARTILHE A NOTÍCIA

TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O fato: O governo federal decidiu fortalecer o apoio financeiro à indústria nacional com a ampliação dos recursos disponíveis no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para linhas de crédito voltadas à inovação tecnológica. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a elevação do limite de uso do saldo do FAT de 1,5% para 2,5% em financiamentos corrigidos pela Taxa Referencial (TR), o que representa um incremento de R$ 4,43 bilhões para o setor.

Inovação como prioridade: Todo o acréscimo será destinado exclusivamente a linhas de crédito para investimentos e difusão tecnológica. A decisão atende a um pleito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), que identificou uma demanda reprimida por esse tipo de financiamento, essencial para a modernização da indústria brasileira.

A medida integra a estratégia do programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em 2023. A Missão 4 do NIB estabelece como meta elevar para 90% o índice de digitalização da indústria nacional até 2033, com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Sem impacto fiscal, com impacto produtivo: Segundo o Ministério da Fazenda, como não envolve gasto primário da União, a ampliação do limite não afeta as metas do novo arcabouço fiscal. A pasta afirma que a iniciativa deve ampliar o acesso das empresas a crédito com melhores condições financeiras, uma vez que os financiamentos são indexados à TR, que tem custo inferior ao de outras modalidades de crédito.

BNDES Mais Inovação em expansão: A decisão também fortalece o BNDES Mais Inovação, principal instrumento do NIB para fomentar o avanço tecnológico no setor produtivo. O programa prevê até R$ 21 bilhões em financiamentos até 2026, e já apresentou resultados expressivos nos anos de 2023 e 2024. No entanto, o teto anterior de 1,5% do FAT se mostrava insuficiente para atender à crescente demanda.

Coordenação interministerial: O CMN, responsável pela decisão, é composto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (presidente do colegiado), pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A articulação entre as pastas reforça a diretriz de promover a reindustrialização do país com base na inovação e na sustentabilidade fiscal.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Cid admite disputar Senado e movimenta xadrez político de 2026 no Ceará

Mais um dia sem homicídio no Ceará: os efeitos políticos e eleitorais do fato

AtlasIntel: áudio de Vorcaro derruba Flávio e Lula dispara na corrida eleitoral

Vídeo: As marcas dos tiros no peito de Cid Gomes e o ruidoso silêncio de uma ruptura

Entre o discurso do colapso e alianças instáveis, Ciro tenta reconstruir seu poder no Ceará

Vídeo de Alcides liga Ciro ao núcleo de Flávio logo após caso Vorcaro

Relação de Flávio com Vorcaro faz Michelle entrar no radar presidencial

Alece vai batizar rodovia do Cumbuco com nome de Lúcio Brasileiro

AtlasIntel detecta erosão do “bônus nordestino” de Lula e acende alerta para 2026; Ceará é ponto importante

J&F, holding dos irmãos Batista, amplia presença no Ceará com compra de termelétrica em Maracanaú

Ciro voltará à disputa pelo Governo do Ceará após 36 anos

Queda da violência esvazia principal discurso da oposição no Ceará

MAIS LIDAS DO DIA

No data was found