
O fato: Uma pesquisa da Grant Thornton Brasil, apresentada no Lide Ceará, revelou que 63% das empresas brasileiras identificaram fraudes nos últimos 12 meses. Entre essas, 47% dos casos envolvem pessoas em cargos de gestão, que aproveitam a autonomia em decisões sem dupla checagem, aumentando o risco de desvios.
Motivações e perfil dos fraudadores: A pesquisa baseia-se no modelo do Triângulo das Fraudes, que destaca motivação, racionalização e oportunidade como fatores principais. No Brasil, a oportunidade é a razão de 94% das fraudes. A maioria dos fraudadores tem entre 26 e 45 anos. Apenas 20% dos casos resultam em processos judiciais, permitindo que fraudadores migrem para outras empresas sem histórico negativo.
Impacto financeiro e perfil comportamental: Em 93% dos casos, o valor recuperado é inferior a 20% do montante desviado, dado que o dinheiro geralmente já foi gasto. Sinais como padrão de vida elevado e relações atípicas são identificados como indícios de conduta fraudulenta.
Contexto: Emília Buarque, presidente do Lide Ceará, destacou a importância de investir em mecanismos de compliance para reduzir fraudes, reconhecendo uma mudança cultural, mas ainda com desafios significativos no combate a desvios éticos dentro das empresas.







