Ciro Gomes evita polêmica sobre suposta agressão de apoiador de Bolsonaro

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
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“Não percam seu tempo com isso, não vale a pena”. Foi assim que o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, respondeu ao ser questionado sobre uma suposta agressão a um assessor de sua campanha cometida por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) no sábado, 10, em Porto Alegre (RS). Ciro ainda lamentou os atos de violência na eleição que aconteceram nos últimos meses. Na manhã de domingo, 11, ele participou de um comício da neta de Leonel Brizola, deputada Juliana Brizola (PDT), em um barracão de uma escola de samba no Menino Deus na capital do Rio Grande do Sul.

Acompanhado do candidato ao governo estadual gaúcho, Vieira da Cunha (PDT), Ciro exaltou a participação da mulher na política e na sociedade. Novamente, o presidenciável criticou o que considera polarização eleitoral entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro, afirmando que eles possuem pendências na Justiça e que seus filhos respondem por acusações de corrupção.

Ciro disse que pretende sair do terceiro lugar com a ‘benção de Deus’ e a inteligência do povo brasileiro, tendo obstinação e paciência. Sob os gritos de “Ciro guerreiro do povo brasileiro” e “Cirão da massa”, o pedetista discursou para um grupo de apoiadores. “Escolhemos o caminho mais difícil e espinhoso, porque é necessário, pois existe uma crise que se abate sobre a nação, que é muito grave. Uma tragédia humana. De cada 100 trabalhadores, 70 estão desempregados, desistiram de procurar emprego ou estão no mercado informal. E os que estão trabalhando estão fazendo uma carga horária superior ao que deveriam”, disse.

Ele criticou a elite brasileira, afirmando que ela se alimenta da pobreza, colocando crianças e adolescentes no tráfico de drogas ou nas ruas. Disse ainda que o PT também faz parte desse problema, pois teria fechado os olhos para a situação, assim como Bolsonaro, que cometeria o que Ciro chamou de ações fascistas.

O candidato voltou a falar do assunto do endividamento de 80% da população, dizendo que isso precisa ser resolvido.

Agência Estado

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