Com Janaína, general Heleno e Magno Malta, PSL oficializa candidatura de Bolsonaro

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Por Nathália Bernardo
nathalia@focuspoder.com.br
Tentando se livrar da pecha de isolamento, o PSL lançou oficialmente a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. A convenção reúne os planos A, B e C para vice na chapa: Magno Malta (PR), General Augusto Heleno (PRP) e Janaína Paschoal (PSL), com quem deve ficar o cargo. O evento acontece neste domingo, 22, no Rio, mas termina sem um vice oficializado.
Janaína, a advogada que se notabilizou com o impeachment de Dilma Rousseff (PT), disse que mantém um “diálogo muito profícuo” com Bolsonaro, mas que essa conversa precisa “de mais que dois dias”.
Com discurso inflamado, Malta disse que fará campanha para Bolsonaro e criticou o seu partido, que tem Valdemar Costa Neto como manda-chuva, por recusar compor a coligação. “Meu partido vai perder o bonde da História”. “Naquele partido lá, que são 40 e poucos (parlamentares), mais de 30 são Bolsonaro”. Heleno também endossou seu apoio à candidatura e disse que nunca recusou a “missão”.
Discurso
Em seu discurso, Bolsonaro misturou frases de efeito nacionalistas com promessas liberais para a economia. Falou em privatizar, extinguir as estatais, desburocratizar e desregulamentar. “A propriedade privada nunca foi respeitada pela esquerda porque, lá, ninguém nunca trabalhou”, disparou ao prometer a revogação da emenda constitucional 81/2014, que prevê expropriação como penalidade à exploração do trabalho escravo
Isolado, ainda sem vice oficializado, ele repetiu críticas ao Centrão, apesar de ter tentado fazer aliança com o PR, de Valdemar Costa Neto. “Obrigado a Geraldo Alckmin (PSDB) por ter a nata do que há de pior no Brasil ao seu lado”.
Ele começou a sua fala, lembrando da sua trajetória militar. “Mas não sou salvador da pátria”. “Minha candidatura é uma missão. Não temos um grande partido, um fundo eleitoral e tempo de televisão, mas temos vocês, o povo brasileiro.”
 

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