Com oposição dividida, Girão se antecipa e lança candidatura ao governo do Ceará

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O senador Eduardo Girão (Novo)
anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Ceará (DN). Fiel à sua bandeira contra a reeleição, Girão planeja encerrar seu mandato no Senado para disputar o comando do Estado em 2026. Ele defende a formação de uma frente unificada da oposição, reunindo União Brasil, PL, PSDB e Novo.

🔎 Por que importa?

A movimentação de Girão adiciona uma nova variável à equação da oposição no Ceará, que já enfrenta dificuldades para consolidar uma candidatura única. Seu nome fortalece um campo político que, embora dividido, tem potencial para fazer frente ao grupo governista.

Como Girão venceu em 2018?

A eleição de Eduardo Girão para o Senado foi uma surpresa. Empresário do setor hoteleiro e do futebol, ele entrou na disputa como um nome outsider, surfando na onda bolsonarista que crescia no Brasil. Na época, derrotou Eunício Oliveira (MDB), então presidente do Senado e aliado do grupo governista, em uma das campanhas mais emblemáticas da renovação política no Ceará.

O que pesou a favor de Girão:

✔ Alinhamento com o antipetismo: seu discurso conservador e de moralidade política encontrou ressonância num eleitorado cansado da política tradicional.

✔ Campanha de baixo para cima: sem estrutura partidária robusta, apostou em redes sociais e na adesão de movimentos de direita.

✔ Voto evangélico: seu posicionamento contra pautas progressistas consolidou apoio nesse segmento.

Direita unida pode ser competitiva

Desde 2022, a oposição tem acumulado derrotas no Ceará, mas a soma de forças poderia mudar esse cenário. Em 2022, Capitão Wagner (União) teve mais de 1,7 milhão de votos contra Elmano de Freitas (PT), mostrando que existe um eleitorado forte de direita. Além disso, Bolsonaro teve 25% dos votos no Ceará no segundo turno, um patamar significativo para um Estado tradicionalmente petista.

O desafio é transformar esse potencial em uma candidatura única. Girão se junta a nomes como Capitão Wagner e Roberto Cláudio, mas o deputado André Fernandes (PL) já indicou que o partido quer liderar a chapa. A falta de consenso pode rachar o grupo, favorecendo o PT.

📌 O que vem agora?

Girão vai testar sua capacidade de articulação para unir a oposição. Aposta também na ferrugem que toma conta da âncora política da esquerda, o presidente Lula. A consolidação de um bloco forte dependerá da habilidade de acomodar interesses de diferentes lideranças no Ceará. Se conseguir costurar uma aliança sólida, a direita poderá ser competitiva em 2026 e desafiar a hegemonia petista no Estado.

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