
A empresa Aegea, que possui projetos de tratamento de resíduos sólidos no Ceará, registrou R$ 2,4 bilhões de lucro líquido no primeiro trimestre de 2023.
O montante representa uma alta de 15,3% em comparação ao 1º trimestre de 2022. Os números também são favoráveis no EBITDA, com R$ 1,1 bilhão faturado, crescimento de 16,1% no mesmo período comparativo.
Contribuíram para os resultados o aumento do volume faturado, os reajustes tarifários implementados no período – que compensaram o aumento dos custos e despesas.
“Contribuindo para a redução da lacuna sanitária no país, realizamos nos últimos 12 meses R$ 2,1 bilhões de investimentos através do Ecossistema de empresas geridas pela Aegea, um aumento de R$ 1 bilhão em relação ao ano anterior, movimentando desta forma, a economia dos municípios em que atuamos, priorizando a contratação de mão-de-obra e fornecedores locais e promovendo avanços relacionados à expansão do saneamento”, destaca a administração em seu relatório financeiro divulgado nesta sexta-feira, 5.
Ceará
No Ceará, a Aegea assinou parceria público-privada (PPP) com o Governo do Estado para universalizar o esgotamento sanitário em 17 municípios cearenses (Bloco 1).
A Ambiental Ceará, empresa da Aegea, é a responsável pela ampliação, operação e manutenção dos sistemas de esgotamento sanitário. A Cagece segue responsável pelo abastecimento de água e atendimento ao cliente.
O primeiro lote arrematado pela Agea no leilão da B3, no ano passado, engloba: Juazeiro do Norte, Barbalha, Farias Brito, Missão Velha, Nova Olinda, Santana do Cariri, Pacajus, Pacatuba, Aquiraz, Cascavel, Chorozinho, Eusébio, Guaiuba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú e Maranguape.
Nos municípios do Bloco 1, aproximadamente 30% dos moradores contam com cobertura dos serviços de esgotamento sanitário. Os investimentos somam R$ 2,7 bilhões.
A companhia também arrematou o Bloco 2. Fazem parte Fortaleza, Caucaia, Paracuru, Paraipaba, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu e Trairi. Representa 60% da população dos municípios operados pela companhia. O conjunto possui atualmente cerca de 64% de cobertura dos serviços de esgotamento sanitário. O montante a ser investido é da ordem de R$ 3,5 bilhões.







