Por Nathália Bernardo
nathalia@focuspoder.com.br
Em um único dia, o saco da batata inglesa saiu de R$ 80 para R$ 500 na Ceasa. Ainda assim, o estoque acabou. “Amanhã (sexta-feira) já não tem mais batata”, diz Odálio Girão, analista de mercado do estabelecimento.
Outros produtos também estão em falta ou prestes a acabar. “A uva desapareceu”. O estoque de goiaba está perto do fim. Já cebola, cenoura e tomate estão bem salgados. A caixa de cenoura, por exemplo, passou de R$ 50 para R$ 80.
Ao menos, por enquanto, há folhas para a salada do almoço. “Tem produtos remanescentes de feiras passadas”. Também há algumas frutas para o café, como maçã e pêra, “que podem ser armazenadas em câmaras frias”.
Com 50 mil toneladas de alimentos por mês, a Ceasa abastece os supermercados do Estado. A paralisação dos caminhoneiros, com bloqueios de rodovias, impede a chegada dos produtos. “Deveríamos ter recebido os caminhões nessa madrugada, mas não chegaram”, diz Odálio.







