Dívida líquida da Petrobras sobe 9,4%, para US$ 46,1 bi, no 2º trimestre

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Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro – Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A dívida líquida da Petrobras subiu para US$ 46,1 bilhões no segundo trimestre do ano, valor 9,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Com relação à dívida líquida ao fim do primeiro trimestre de 2024, a alta foi de 5,8%.

Os números constam de relatório enviado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no período da noite da quinta-feira, 8.

Já a dívida bruta alcançou US$ 59,6 bilhões em 30 de junho deste ano, alta de 2,9% com relação ao mesmo período de 2023, mas redução de 3,6% na margem, ou seja, com relação ao fim de março

A Petrobras detalhou que o prazo médio dessa dívida passou de 11,3 anos ao fim do primeiro trimestre para 11,76 anos ao fim do segundo trimestre, com o custo

médio variando de 6,5% para 6,6% ao ano no mesmo período.

A relação entre dívida bruta e Ebitda ajustado é de 1,22 vezes, em linha com a verificada no primeiro trimestre.

Investimentos

Os investimentos da Petrobras ficaram em US$ 3,4 bilhões, alta de 4,7% com relação ao mesmo período de 2023 e 11,5% ante o montante investido nos três primeiros meses desse ano.

Fluxo de Caixa livre

Já o fluxo de caixa livre, indicador importante por ser a base de cálculo de dividendos, foi de R$ 31,8 bilhões entre abril e junho, 4,3% abaixo do que foi registrado há um ano no segundo trimestre de 2023 e 1,7% abaixo do valor do primeiro trimestre deste ano.

O preço médio do barril de petróleo do tipo Brent considerado para o relatório no segundo trimestre foi de US$ 84,94, o que significa alta de 8,4% em um ano.

Derivados

As vendas de derivados da Petrobras no segundo trimestre de 2024 foram 1,5% inferiores às registradas em igual período de 2023, alcançando R$ 71,8 bilhões no total. Esse resultado foi, no entanto, 3,5% superior ao do trimestre imediatamente anterior, o primeiro de 2024.

Nesses três meses, informou a companhia, a alta da receita com derivados no mercado interno deveu-se principalmente aos maiores preços praticados, principalmente da Nafta e do QAV, e também a volumes maiores vendidos de derivados, com destaque para o diesel, “impulsionado pela sazonalidade do consumo e pelo aumento da atividade econômica”, segundo a Petrobras.

Venda por produto

As receitas com diesel somaram R$ 36,4 bilhões no segundo trimestre, 3,7% a mais do que um ano antes, e 3,8% acima do registrado no primeiro trimestre de 2024.

No caso da gasolina, entre abril e junho, a receita da Petrobras com o produto ficou em R$ 16 bilhões, 14,4% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2023, mas 0,9% acima do auferido nos três meses anteriores.

FUT

O fator de utilização total (FUT) do parque de refino, já havia informado a Petrobras, ficou em 91% de abril a junho, uma queda ante a média de 93% registrada no mesmo período de 2023.

No semestre, o FUT do parque de refino da Petrobras também ficou, na média, em 91%, dois pontos porcentuais acima da média do primeiro semestre do ano passado.

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