
Pesquisa AtlasIntel/Focus Poder, realizada de 15 a 20 de setembro, mostra uma disputa concentrada em quatro nomes, com diferenças relevantes entre o primeiro e o segundo voto. No consolidado das duas escolhas para o Senado, Cid Gomes aparece com 26,9%, seguido por Luizianne Lins (24,8%), Capitão Wagner (22,4%) e Alcides Fernandes (17,9%).

A pesquisa tem uma particularidade decisiva para a leitura: cada eleitor escolherá dois senadores em 2026. Por isso, o levantamento pergunta separadamente qual será o primeiro e qual será o segundo voto e apresenta também um consolidado dos dois votos.

O dado mais importante da pesquisa talvez não seja apenas o consolidado, mas como os candidatos se comportam quando o eleitor precisa escolher seu primeiro e seu segundo nome.

No primeiro voto, Cid Gomes chega a 29,2%, à frente de Luizianne, com 24,4%, e Capitão Wagner, com 23,9%. Alcides Fernandes aparece com 18,6%.
No segundo voto, a fotografia muda: Luizianne passa à frente, com 25,1%, seguida por Cid, com 24,5%. Wagner tem 20,8% e Alcides, 17,1%.

Ou seja:
- Cid é mais forte como primeira escolha: 29,2%;
- Luizianne é a primeira entre os segundos votos: 25,1%;
- Cid cai 4,7 pontos entre o primeiro e o segundo voto;
- Luizianne sobe 0,7 ponto;
- Wagner cai 3,1 pontos;
- Alcides cai 1,5 ponto.
É justamente essa diferença que produz um cenário mais comprimido no consolidado.
Cid abre vantagem, mas não se distancia
No consolidado, Cid tem 2,1 pontos de vantagem sobre Luizianne.
A distância para Wagner é de 4,5 pontos. Já entre Luizianne e Wagner são apenas 2,4 pontos.
Considerando os quatro principais nomes, a diferença entre o primeiro e o quarto colocado é de 9 pontos percentuais no percentual bruto.
Nos votos válidos, a configuração fica em 28,8% para Cid, 26,5% para Luizianne, 23,9% para Wagner e 19,1% para Alcides.
O dado político mais expressivo: três nomes muito próximos
A pesquisa não apresenta uma disputa com um candidato isolado na frente.
Há três candidaturas separadas por apenas 4,5 pontos no consolidado: Cid (26,9%), Luizianne (24,8%) e Wagner (22,4%).
E a diferença entre Luizianne e Wagner é de apenas 2,4 pontos.
Isso significa que, dentro da margem de erro de ±2 pontos percentuais, as diferenças entre candidatos próximos precisam ser lidas com máxima cautela.
A pesquisa ouviu 1.815 eleitores do Ceará entre 15 e 20 de setembro, pelo método Atlas RDR, com nível de confiança de 95%.
Uma eleição de dois votos
Aqui está a chave para compreender a disputa.
A pesquisa não mede uma corrida convencional de voto único. O eleitor poderá votar em dois candidatos para preencher as duas cadeiras do Senado pelo Ceará.
Por isso, um candidato pode ter desempenho elevado como primeira opção e outro ganhar espaço como segunda opção.
É o que aparece no levantamento:
Primeiro voto
Cid 29,2% → Luizianne 24,4% → Wagner 23,9% → Alcides 18,6%.
Segundo voto
Luizianne 25,1% → Cid 24,5% → Wagner 20,8% → Alcides 17,1%.
A combinação dos dois movimentos coloca Cid na liderança do consolidado, mas mantém Luizianne e Wagner relativamente próximos.
O que a pesquisa permite (e o que não permite) concluir
O levantamento permite afirmar que Cid aparece numericamente à frente no consolidado dos dois votos, que Luizianne vem logo atrás e que Wagner está a poucos pontos dos dois.
Também permite identificar uma diferença de perfil entre as escolhas: Cid tem desempenho maior no primeiro voto, enquanto Luizianne lidera o segundo voto.
Mas a pesquisa não informa, nas tabelas apresentadas, quais duplas de candidatos são escolhidas conjuntamente pelos mesmos eleitores. Portanto, não é possível extrair dela, com rigor, qual dupla seria mais frequentemente formada pelo eleitor ou projetar quais dois nomes ocupariam as cadeiras.
Essa distinção é fundamental: o levantamento fotografa a intenção individual para cada uma das duas escolhas; não apresenta uma simulação de resultado eleitoral das duas cadeiras.
O cenário
A fotografia de 15 a 20 de setembro é, portanto, de forte concentração da disputa em quatro candidaturas, com três delas em uma faixa relativamente estreita.
Cid tem a maior taxa de primeiro voto e lidera o consolidado. Luizianne assume a dianteira especificamente entre os segundos votos. Wagner permanece próximo dos dois, enquanto Alcides aparece alguns pontos abaixo, mas ainda com percentual relevante no cenário.
Para o Senado, a principal informação desta rodada não é uma liderança isolada, mas a combinação entre duas dinâmicas: a força de Cid como primeira opção e a capacidade de Luizianne de aparecer como segunda escolha, enquanto Wagner permanece no bloco de disputa pelas duas vagas.

A pesquisa é da AtlasIntel, em parceria com o Focus Poder, com campo realizado de 15 a 20 de setembro de 2026.







