
O comércio de Fortaleza poderá movimentar R$ 431 milhões em vendas durante a Black Friday de 2026. A estimativa é de um estudo do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio Ceará, que projeta crescimento nominal de 1,2% em relação a 2025, quando o potencial de vendas foi calculado em R$ 426 milhões. Na Capital, a data ocupa a terceira posição entre os períodos de maior consumo do varejo, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.
De acordo com a pesquisa, 46,1% dos entrevistados pretendem aproveitar as ofertas, enquanto 41,1% afirmam que não devem comprar e 12,8% ainda estão indecisos. Entre os consumidores que planejam participar da promoção, 68,2% pretendem adquirir produtos de que precisam. Outros 32,9% querem antecipar as compras de Natal. O gasto individual pode chegar a R$ 1 mil.
Eletrodomésticos lideram intenção de compra
Os eletrodomésticos aparecem na primeira posição entre os produtos mais procurados, com 37,5% das intenções de compra. Em seguida estão vestuário, com 28,1%, e calçados, bolsas e cintos, com 25,5%.
Um dos destaques do levantamento é o segmento de cosméticos e perfumes, cuja participação dobrou em relação ao ano anterior, passando de 9,1% para 18,2%.
Desconfiança afasta consumidores
A credibilidade das ofertas ainda é um obstáculo para parte dos consumidores. Entre os entrevistados que não pretendem comprar, 32,5% afirmam desconfiar dos descontos anunciados pelas lojas. A situação econômica aparece como justificativa para 23,6%, enquanto 23,1% consideram que as reduções de preços não são vantajosas.
Lojas físicas são preferência
Apesar do crescimento das compras digitais, o comércio presencial segue como principal opção para os consumidores de Fortaleza. Segundo a pesquisa, 64,3% mencionaram as lojas físicas como canal de compra, enquanto 41,9% citaram as plataformas digitais.
A comparação de preços também é uma prática comum: 76,6% dos entrevistados afirmaram que pesquisam valores antes de comprar, principalmente pela internet.






