Em rara aparição na ONU, embaixador da Coreia do Norte culpa EUA por tensões regionais

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Foto: Korean Central News Agency/Korea News Service/AP/FILE

O embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas (ONU), Kim Song, defendeu o recente lançamento de um míssil de longo alcance de seu país na quarta-feira, 12, acusando os Estados Unidos de levarem a situação no nordeste da Ásia “à beira de uma guerra nuclear”. Os comentários foram feitos em uma rara aparição de Kim no Conselho de Segurança da ONU.

Segundo o embaixador, o voo de teste do desenvolvimento do míssil Hwasong-18 foi um exercício legítimo do direito do país à autodefesa. Ele disse que os Estados Unidos estão aumentando as tensões regionais com ameaças nucleares, enviando um submarino movido a energia nuclear para a Coreia do Sul pela primeira vez em 14 anos.

Kim Song disse que o lançamento do míssil “não teve efeito negativo na segurança de um país vizinho”, apontando para o anúncio do Japão de que o ICBM – que voou em um ângulo acentuado – pousou em águas abertas fora da zona econômica exclusiva do Japão.

O embaixador da Coreia do Sul na ONU, Hwang Joon-kook, rebateu, perguntando como “um lançamento de ICBM pode fazer com que os países vizinhos pareçam seguros?”. Diplomatas disseram que a aparição de Kim Song foi a primeira de um diplomata norte-coreano se dirigindo ao Conselho de Segurança desde 2017.

Antes da reunião, uma declaração de nove membros do conselho, incluindo os EUA, Japão, e Coreia do Sul, foi lida a repórteres condenando o lançamento “nos termos mais fortes possíveis” e enfatizando que foi o 20º lançamento de míssil balístico este ano em flagrante violação de várias resoluções do Conselho de Segurança que proíbem tais testes.

A irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, Kim Yo Jong, criticou o Conselho de Segurança da ONU por convocar uma reunião para “promover uma briga”, ignorando a pressão dos EUA para uma guerra nuclear. Em um comunicado divulgado pela mídia estatal, Kim Yo Jong chamou o conselho de “um novo mecanismo da Guerra Fria totalmente inclinado para os EUA e o Ocidente”. Ela também alertou que os Estados Unidos pagariam um preço por sua hostilidade contra o Norte. Fonte: Associated Press.

Agência Estado

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