
O fato: Um erro na plataforma que fornece dados financeiros ao Google causou confusão na manhã desta quarta-feira, 6, ao exibir uma cotação incorreta do dólar frente ao real. O sistema indicava uma disparada de quase 8%, com o dólar atingindo R$ 6,19. Na realidade, a máxima do dólar à vista alcançou R$ 5,862, com uma alta de 2% na sessão.
Contexto: A valorização do dólar ocorreu após a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, o que trouxe expectativas de políticas republicanas que fortaleceriam a economia dos Estados Unidos. O mercado acredita que, sob Trump, os EUA podem enfrentar maior inflação e elevação na taxa de juros, cenário que favorece uma moeda americana mais forte globalmente.
Mercado de futuros e índice DXY: No mercado de futuros, onde a liquidez é maior, o dólar atingiu a máxima de R$ 5,871, segundo dados da B3. No exterior, o dólar continuou sua trajetória de alta, impulsionando o Índice Dólar (DXY), que registra a valorização frente a outras moedas globais, com uma elevação de 1,7%, atingindo 105 pontos, o maior nível desde julho deste ano.
Panorama atual: Apesar do início de alta, o dólar passou a recuar durante a tarde, sendo negociado a aproximadamente R$ 5,71 no Brasil. Internacionalmente, a moeda segue valorizada. O recorde histórico do dólar no Brasil foi de R$ 5,97, registrado em 2020, no auge da pandemia de Covid-19.







