Espaço de vez e voz feminina. Por Anna Carolina Alencar

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Anna Carolina Alencar, Doutoranda em Direito (IDP). Mestra em Direito Constitucional (UNIFOR). Pós-graduada em Ouvidoria Pública (FGV). Graduada em Direito (UFC). Professora de Pós-graduação. Membra da Abradep. Supervisora editorial e Coordenadora de linha de pesquisa do Diálogo Ambiental, Constitucional, Internacional. Foto: Divulgação

A Ouvidoria da Mulher foi criada para ser canal de participação social na prevenção e combate à assédio, discriminação e demais formas de abusos e violência contra a mulher. Na Justiça Eleitoral, os Tribunais Regionais vêm instituído este órgão, principalmente a partir da vigência da Lei n. 14.192/2021, que estabeleceu normas para prevenir, reprimir e combater à violência política contra a mulher, alterando o Código Eleitoral, a Lei dos Partidos Políticos e a Lei das Eleições.

De acordo com a legislação, os direitos de participação política da mulher devem ser garantidos, a fim de vedar qualquer discriminação e desigualdade de tratamento em virtude de sexo ou de raça, no acesso às instâncias de representação política e no exercício de funções públicas.

A violência política contra a mulher decorre, historicamente, da estrutura social fundada no protagonismo masculino que, através da repressão da participação feminina, excluiu a mulher dos espaços sociais, políticos, de poder e de decisão.

No contexto político brasileiro de baixa representatividade feminina e altos índices de violência política, a criação e atuação da Ouvidoria da Mulher como órgão integrante da estrutura do Poder Judiciário, em especial do Eleitoral, busca fomentar uma rede de apoio e inclusão social feminina na política, ao dar vez e voz a mulheres.

O CNJ, no dia 8 de março deste ano, inaugurou a Ouvidoria da Mulher. Em seguida, no mesmo mês, o TSE instituiu também o órgão. Dentre os 27 Tribunais Regionais Eleitorais, até o momento, 12 instalaram as Ouvidorias da Mulher e 4 estão em fase de elaboração.

Dentre as atribuições gerais está a de receber, tratar e encaminhar às autoridades competentes as denúncias relacionadas aos atos de violência política contra a mulher, e demais formas de discriminação e abuso, bem como prestar informações, receber sugestões, reclamações, críticas e elogios sobre atuação dos órgãos públicos nesse assunto, sem prejuízo da atuação dos demais órgãos competentes, tanto no âmbito interno, a exemplo da comissão de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual, como do Poder Judiciário e Ministério Público.

Isso demonstra a busca pelo Judiciário na efetivação de políticas reais de combate aos abusos e violência contra as mulheres. Violações aos direitos da mulher, seja por discriminação, diferenciação ou exclusão, acontecem rotineiramente no cenário político e a Justiça Eleitoral deve se revestir com uma estrutura funcional preparada para combater esses abusos durante a prestação do serviço público.

A educação é o caminho para qualquer mudança social. Esse processo contínuo de informação e combate à desinformação tem sido um dos pilares para enfrentar os abusos que colocam em risco a nossa democracia. A Ouvidoria da Mulher se propõe, também, a atuar nesse viés, sensibilizando e conscientizando os cidadãos para o respeito aos direitos fundamentais, humanos, com base na cidadania, igualdade e solidariedade.

Nota do editor: os pontos de vista assinados por colaboradores não refletem necessariamente o pensamento do Focus.jor, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Atlas/Focus: dobradinha Cid-Luizianne soma 59,6% dos votos válidos para o Senado

Atlas/Focus: Elmano 49,9% x Ciro 49,6% dos votos válidos; Ceará chega à urna separado por um fio

Focus/Atlas: Aprovação de Elmano vira a favor; Avaliação do governo melhora, mas continua dividida

Atlas/Focus: Cid e Luizianne nas duas primeiras posições no Senado; dupla abre vantagem sobre Wagner e Alcides

Atlas/Focus: Elmano avança entre os mais velhos e nas faixas de maior renda; Ciro concentra vantagem entre jovens

Atlas/Focus a seis dias da eleição: Elmano 49% x Ciro 47,6%

Coligação de Ciro Gomes tenta barrar pesquisa Atlas/Focus, mas TRE rejeita e impede censura

Atlasintel: A polícia e a confiança que ainda resiste

Atlas/Focus: Lula mantém vantagem larga no Ceará, mas avanço de Flávio reduz distância

Atlas + Focus: Cid lidera consolidado, Luizianne encosta e Wagner mantém disputa aberta entre os três primeiros

Focus/Atlas: O placar muda com Elmano 48,5% x Ciro 48% e disputa entra na reta final em claro empate técnico

Entenda a super sexta-feira: três pesquisas e três fotografias em uma disputa que continua aberta

MAIS LIDAS DO DIA

Datafolha votos válidos: Elmano chega a 50% e Ciro a 47% na véspera da eleição no Ceará

Paraná Pesquisas: ACM Neto e Jerônimo estão em empate técnico na Bahia

Atlas/A Tarde: Jerônimo abre 4 pontos sobre ACM Neto na Bahia

Atalasintel Piauí: candidato do PT coloca 37,8 pontos à frente do segundo colocado

A Justiça Eleitoral cearense e a confiança da sociedade; Por Rogério Feitosa Mota

Quaest de véspera: Tarcísio chega à véspera com 60% dos votos válidosg em SP

OP/Datafolha: Cid e Luizianne lideram em empate técnico pelas duas vagas

Atlas/Focus: Elmano 49,9% x Ciro 49,6% dos votos válidos; Ceará chega à urna separado por um fio

Quaest: Elmano chega a 50% e Ciro a 49% dos votos válidos no Ceará