Especialista alerta para o diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares em mulheres

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Mulher. Foto: Freepik

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Principal causa de morte no mundo, as doenças cardiovasculares representam 35% dos óbitos anuais de mulheres. Os dados são da revista médica The Lancet e apontam para o pouco reconhecimento sobre essas patologias nas mulheres.

“Na maioria das vezes, as doenças arteriais coronarianas nas mulheres têm manifestações atípicas”, explica o médico cardiologista e CEO do Hospital Prontocardio, Roger Carneiro

Na mulher, a apresentação da dor torácica, por exemplo, não preenche aqueles critérios clássicos comuns aos homens. “Isso acaba não sendo levado em conta na hora do diagnóstico. No entanto, as mulheres estão igualmente expostas aos mesmos fatores de risco que os homens às doenças cardiovasculares. A única diferença é que elas têm manifestação mais tardia, até 10 anos depois, em alguns casos”, ressalta Roger Carneiro.

Diagnóstico precoce
A prevenção, aliada ao diagnóstico precoce, são estratégias fundamentais para atenuar os efeitos das doenças cardiovasculares nas mulheres. “A prática de exercícios físicos de forma regular e hábitos alimentares saudáveis contribuem, sobretudo, para a prevenção primária das doenças do coração”, orienta o especialista. Hipertensão, colesterol elevado, menopausa precoce e complicações na gravidez são apontados como fatores de risco nas mulheres. “Algumas comorbidades favorecem o aumento do número de infartos. Tabagismo, hipertensão, diabetes e obesidade são algumas delas”, avalia Roger Carneiro.

Em 2019, segundo nota da The Lancet, cerca de 275 milhões de mulheres tiveram doença cardiovascular em todo o mundo. A Doença das Artérias Coronárias e o Acidente Vascular Cerebral foram as mais prevalentes, representando 47% e 36% das mortes associadas, respectivamente.

No Brasil, estatísticas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) atestam que a proporção de mortes por doenças cardiovasculares em mulheres aumentou 37% nos últimos anos.

Atualmente, uma em cada cinco mulheres está sujeita a sofrer um infarto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam as doenças cardiovasculares como responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo, o equivalente a 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil por dia.

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