
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina in natura, registrou um novo recorde mensal em julho, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Até a quarta semana do mês, foram exportadas 215,6 mil toneladas, um aumento de 34% em relação ao total do mês completo do ano passado. Este volume abrange apenas carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, excluindo produtos processados.
O desempenho de julho já supera as 192,6 mil toneladas exportadas em junho e o recorde anterior de 212 mil toneladas em maio deste ano, de acordo com a Secex. O grande volume de exportações ocorre em um período de maior oferta no Brasil, impulsionado pelo “auge” do ciclo pecuário em 2024.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a produção de carne bovina do Brasil deve atingir 10,19 milhões de toneladas em 2024, um aumento de 7,1% em comparação a 2023. A maior disponibilidade de animais para abate tem sido um fator crucial para o crescimento das exportações.
A receita gerada pelas exportações de carne bovina em julho já alcançou US$ 952 milhões até a quarta semana, superando os US$ 762 milhões registrados no mesmo período do ano passado, apesar de uma queda de quase 7% no preço médio de exportação. A China continua sendo o principal mercado para a carne bovina brasileira, absorvendo quase metade das exportações no primeiro semestre.
Desempenho de outros produtos agrícolas
Além da carne bovina, outras commodities agrícolas brasileiras também apresentaram um desempenho robusto em julho. A exportação de soja, o principal produto de exportação do Brasil, atingiu mais de 10 milhões de toneladas até a quarta semana do mês, acima dos 9,7 milhões de toneladas do mesmo mês em 2023. A expectativa é de que os embarques superem 11 milhões de toneladas até o final do mês, apesar de uma queda de 9,5% nos preços, resultando em uma receita de US$ 4,4 bilhões.
As exportações de café também cresceram significativamente, somando 188,45 mil toneladas até o momento, mais de 40 mil toneladas acima de julho completo do ano passado, com uma receita de US$ 771 milhões. O algodão teve um aumento expressivo, com as exportações mais que dobrando para 155,7 mil toneladas. Já o açúcar registrou embarques de 3,18 milhões de toneladas, superando em mais de 200 mil toneladas o volume de julho de 2023.







