Extrema pobreza no Ceará cai 40,6% entre 2021 e 2023, diz Ipece

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Entre 2021 e 2023, o Ceará registrou uma redução notável de 40,6% no número de pessoas em situação de extrema pobreza, com cerca de 600 mil cearenses saindo dessa condição. O dado é revelado pelo estudo da dinâmica da extrema pobreza nos extratos geográficos do Ceará no período de 2012 a 2023, publicado pelo Ipece.

Em termos comparativos, na última década (2012-2023), aproximadamente 388 mil cearenses saíram da extrema pobreza, resultando em uma diminuição de 30,7% no total de extremamente pobres no estado. Em 2012, cerca de 14,5% da população cearense vivia nessa situação, o que correspondia a mais de 1,2 milhões de pessoas. Já em 2023, esse percentual caiu para 9,4%, totalizando 876 mil pessoas.

A redução foi mais expressiva nas áreas rurais, com uma queda de 56,7%, enquanto nas zonas urbanas a diminuição foi de 25,4%. Em 2023, 15,5% da população rural e 7,7% da urbana ainda enfrentavam extrema pobreza, com a maior concentração (64,5%) vivendo nas áreas urbanas. Essa mudança indica uma urbanização do perfil dos extremamente pobres no estado.

Jimmy Oliveira, analista de Políticas Públicas e autor do estudo, destacou que o Ceará teve uma redução de 5,1 pontos percentuais na extrema pobreza entre 2012 e 2023, superando o desempenho do Brasil, que registrou uma queda de 2,2 pontos percentuais.

No entanto, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) apresentou um aumento de 14,6% na extrema pobreza entre 2021 e 2023, contrastando com a queda significativa no interior do estado. Em 2023, a RMF concentrava 35,9% dos extremamente pobres do Ceará, com Fortaleza sozinha registrando um aumento de 23,4% na extrema pobreza.

O estudo também revelou que a concentração de pessoas em extrema pobreza está mudando, com Fortaleza passando de 8,7% para 19,6% do total cearense na extrema pobreza de 2012 a 2023. As regiões do Litoral Ocidental e Norte, que têm altos índices de extrema pobreza, e o entorno metropolitano também viram aumento na concentração de extremamente pobres.

Esses dados foram obtidos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, fornecida pelo IBGE, e analisam a dinâmica da extrema pobreza no Ceará em comparação com o Nordeste e o Brasil. A linha de pobreza internacional, definida como US$ 2,15 por pessoa por dia, foi utilizada para este monitoramento.

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