
Átila Varela
atila@focuspoder.com.br
As empresas GL Events (França) e a Lusoarenas (Portugal) mostram interesse em assumir a gestão da Arena Castelão. Corre também por fora a também francesa Lagardère, que compõe a joint venture Luarenas com a brasileira BWA e que ficará responsável até hoje, 13, pela gestão do equipamento.
Em entrevista ao Focus, o titular da Secretaria dos Esportes, Euler Barbosa, destacou que o plano de negócios do equipamento prevê, após a assinatura do contrato de concessão da Arena à iniciativa privada, a cifra de R$ 22 milhões para o Estado. No entanto, a forma de pagamento ainda é discutida.
“Recebemos algumas sugestões. Estamos estudando. Uma delas é que, em vez de a empresa fazer o aporte de imediato, ela possa diluir o valor ao longo de 18 meses”, ressaltou.
O secretário também informou que a concessão está prevista para ocorrer entre setembro e outubro de 2019.
Novo modelo
Para deixar a Arena Castelão atrativa aos players do mercado, a empresa ou consórcio vencedor da licitação poderá empreender algumas mudanças. “Na área externa, onde acontecem os shows, poderá ser negociada. Se ela quiser instalar um shopping center para integrar, poderá fazer também. Mas essa estrutura que for captada, passará para o Estado após o encerramento do contrato”, afirmou.
O prazo de concessão da Arena é de 20 anos. O montante de investimentos atinge R$ 214 milhões.
Custo mensal
A Arena Castelão tem custo mensal de R$ 800 mil aos cofres estaduais. O valor aproximado, no entanto, deverá ser mantido na contraprestação mensal do Estado à nova gestão. “É algo nessa ordem (R$ 800 mil). O Estado vai pagar para fazer a gestão do equipamento e a manutenção”, assegura.
Déficit nos 13 primeiros anos
A Arena Castelão irá operar no vermelho nos 13 primeiros anos. “Podemos achar que é um mal negócio. Mas não é. Do ponto de vista econômico, sete anos de saldo positivo atrai qualquer investidor. Com 20 anos de operação garantida, a Arena estará pronta para durar mais 40 anos”, finalizou.







