Haddad: Se eleição fosse hoje, não seria tão apertada como foi em outubro de 2022

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Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 10, que alertou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele poderia perder a eleição no ano passado, mas que, se o pleito fosse hoje, o resultado não teria sido tão apertado. As declarações foram dadas em entrevista ao podcast O Assunto, quando ele comentou que a marca do governo deve ser no campo socioambiental.

“Se a eleição fosse hoje, não seria tão apertada como foi em outubro do ano passado. Se fizessem pesquisa hoje, Lula ganharia com uma margem com certeza maior, não extraordinária, mas maior”, disse.

Tarcísio

Haddad elogiou a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desde a campanha para o governo de São Paulo até as negociações para a reforma tributária. Ele disse que a contrariedade do governador em relação à centralização da arrecadação foi o ponto-chave para discutir o tema e procurar uma solução que atendesse às demandas.

“Nós já fizemos uma campanha propositiva, de nível, não teve baixaria. O Brasil precisa disso, de política com P maiúsculo, disse, lembrando que Tarcísio fez uma campanha propositiva, com fair play e sem caneladas.

Para ele, a polêmica sobre Tarcísio aparecer ao seu lado para comunicar o consenso em relação à reforma tributária não tem sentido. Isso porque era o ministro da Fazenda ao lado do governador de um Estado de muito peso tratando de um tema importante para o País. “Quando vi que Tarcísio estava em situação complicada, contra arrecadação centralizada, buscamos uma solução técnica engenhosa”, disse.

Haddad disse que o critério de governança para o Conselho Federativo, que mescla votação por maioria absoluta e maioria da população, é um critério de votação que respeita o pacto federativo. “Quando apresentamos a solução a Tarcísio, vimos que ele relaxou”, disse.

Por isso, a foto dos dois, que gerou insatisfação em Jair Bolsonaro, não causa preocupação no ministro e não é um problema que ele deve levar em conta. “Como eu vou pensar no bem estar de Bolsonaro se ele não pensou no bem estar de ninguém por quatro anos”, disse.

Agência Estado

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