
O fato: A produção da indústria brasileira teve crescimento de 1,1% em setembro de 2024, comparado a agosto, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º). Esse é o segundo aumento consecutivo, com expansão de 0,2% registrada no mês anterior.
Contexto: O setor industrial também registrou aumento em outras comparações: na análise anual, a produção de setembro subiu 3,4% em relação ao mesmo período de 2023, marcando a quarta alta consecutiva nesse tipo de comparação. Além disso, o índice acumulado do ano apresenta crescimento de 3,1%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses aponta um avanço de 2,6%. Esses números refletem uma recuperação gradual e constante da indústria brasileira, que busca consolidar-se após um período de volatilidade.
Entre os setores que impulsionaram o crescimento mensal, os destaques foram:
• Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (+4,3%);
• Produtos alimentícios (+2,3%);
• Veículos automotores, reboques e carrocerias (+2,5%);
• Produtos do fumo, com impressionante alta de 36,5%;
• Metalurgia (+2,4%);
• Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+3,3%).
No total, 12 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram expansão, evidenciando uma recuperação mais ampla, ainda que parcial, em segmentos-chave para a economia.
Apesar do crescimento, 12 setores registraram retração em setembro. As principais quedas foram observadas em:
• Indústrias extrativas (-1,3%);
• Produtos químicos (-2,7%);
• Outros equipamentos de transporte (-7,8%);
• Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,7%).
Além disso, a produção de produtos de borracha e material plástico apresentou estabilidade, sem registrar avanço ou retração significativa.
No âmbito das grandes categorias econômicas, três das quatro classes principais apresentaram crescimento entre agosto e setembro:
• Bens de capital, que são máquinas e equipamentos destinados ao setor produtivo, subiram 4,2%;
• Bens intermediários, que representam insumos industrializados para o setor produtivo, aumentaram 1,2%;
• Bens de consumo semi e não duráveis, voltados para o consumo direto, cresceram 0,6%.
Por outro lado, os bens de consumo duráveis foram a única categoria a registrar queda no período, com redução de 2,7%.







