
No ano de 2020, mesmo diante do cenário da pandemia, 28 empresas fizeram abertura de capital na bolsa de valores brasileira com captação de R$ 117 bilhões. A perspectiva atual é que cerca de 40 empresas sigam o mesmo caminho ao longo de 2021. Muitos empreendedores nos perguntam: por que uma empresa segue o caminho do IPO?
Fazer o IPO traz inúmeros benefícios para uma empresa, os quais podemos destacar:
– Financiamento do crescimento: a empresa pode obter recursos com a vinda de novos sócios e passa a ter acesso ao mercado de capitais que possui alternativas de captação de recursos (emissão de dívida, novas ofertas de ações, etc).
– Sucessão empresarial e Liquidez Patrimonial: as ações da empresa passam a ser negociadas diariamente em Bolsa e podem ser vendidas a qualquer momento respeitando as regras estabelecidas. Isso gera não só uma liquidez patrimonial para os acionistas, mas também se torna uma alternativa de sucessão de empresas quando, por exemplo, um núcleo familiar deseja se desfazer da sociedade e tem o mercado como alternativa de venda.
– Imagem institucional: acessar o mercado de capitais naturalmente leva a uma exposição maior da empresa e de suas marcas, bem como atesta a capacidade e maturidade de gestão da empresa que a permitiram passar pelo longo e árduo processo de IPO.
– Ação como moeda de troca: as ações da companhia passam a ser negociadas diariamente e podem se tornar moeda de troca para transações envolvendo, por exemplo, a aquisição ou fusão com outras empresas. É o que a cearense Hapvida tem feito nos últimos anos em algumas de suas transações.
– Evolução da Governança Corporativa: a necessidade de evoluir a governança corporativa é um ponto positivo para as empresas. Instituição de um conselho de administração com membros independentes, comitês de assessoramento ao Conselho e transparência são alguns temas que ajudam a empresa a ter sustentabilidade em seus negócios.
Embora tenhamos inúmeras vantagens de fazer o IPO, alguns pontos desfavoráveis também precisam ser levados em consideração, quais sejam:
– Custos de captação: o custo mais relevante em um IPO é a contratação de bancos de investimentos para realização da oferta. Assessores, advogados, auditores, entre outros, também fazem parte do rol de gastos da oferta.
– Gastos com estrutura corporativa: gastos adicionais como a necessidade de contratação de uma equipe de relações com investidores, taxas da bolsa e da comissão de valores mobiliários, custódia de acionistas, auditoria externa, entre outros, são acrescentados aos dispêndios anuais com estrutura corporativa da empresa.
– Divulgação de informações: se por um lado o aumento da transparência da companhia é um muito positivo, por outro lado há a necessidade de divulgação de diversos dados da empresa ao público em geral, inclusive os seus próprios concorrentes.
Em todas as experiências que tivemos com empresas que fizeram seu IPO sem dúvida as vantagens foram bem superiores as desvantagens, ajudando a companhia a evoluir sua governança, direcionamentos estratégicos e sustentabilidade dos negócios.







