
Crédito: Os juros cobrados pelos bancos voltaram a subir em fevereiro, com a taxa média do crédito livre para pessoas físicas alcançando 62% ao ano, segundo dados do Banco Central do Brasil. O índice representa alta de 1 ponto percentual no mês e de 5,4 pontos em 12 meses.
Cartão de crédito: O principal impacto veio do rotativo do cartão, que disparou para 435,9% ao ano, após avanço de 11,4 pontos percentuais no mês. A modalidade é acionada quando o consumidor não paga o valor total da fatura.
Apesar de regras em vigor desde 2024 para limitar esse tipo de cobrança, os juros seguem elevados, já que as mudanças não alteram contratos anteriores.
Após 30 dias, a dívida costuma ser parcelada automaticamente — fase em que os juros também subiram, chegando a 200,2% ao ano.
Empresas: Para pessoas jurídicas, houve leve recuo de 0,1 ponto percentual nas novas contratações, mas a taxa média ainda está em 24,9% ao ano. O crédito para capital de giro com prazo de até um ano ficou em 22,5%.
Modalidades: No crédito direcionado, que segue regras do governo, os juros ficaram em 10,8% ao ano para pessoas físicas e 13,2% ao ano para empresas.
Cenário: Considerando todas as modalidades, a taxa média de juros no país chegou a 33% ao ano em fevereiro. O movimento acompanha a taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, utilizada como principal instrumento de controle da inflação.
Endividamento: A inadimplência também avançou, atingindo 4,3%, sendo maior entre as famílias (5,2%). O endividamento chegou a 49,7% da renda acumulada em 12 meses, enquanto o comprometimento mensal com dívidas ficou em 29,3%.
Crédito total: O volume de crédito no país somou R$ 7,145 trilhões, com leve alta no mês, impulsionado principalmente pelas operações com pessoas físicas.







