Mercadante defende aumento do IOF e sugere tributar bets para aliviar impacto

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O fato: O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu nesta segunda-feira (26) o recente aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo federal. Em discurso durante evento sobre a indústria brasileira, Mercadante rebateu críticas feitas por setores empresariais e cobrou propostas alternativas.

A proposta: É preciso apresentar alternativas e não apenas criticar medidas”, afirmou Mercadante, destacando que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem a responsabilidade de entregar o orçamento fiscal. “Eu já faço uma sugestão pública aqui: vamos aumentar os impostos das bets, que estão corroendo as finanças populares. A gente poderia, com isso, diminuir, por exemplo, o impacto do IOF e criar alternativa.”

Redução de juros: O presidente do BNDES também explicou que o aumento do IOF, somado à estabilização do dólar, cria condições para o Banco Central realizar uma redução “segura, progressiva e sustentável” da taxa básica de juros, a Selic.

Na semana passada, o governo anunciou mudanças nas alíquotas do IOF. Entre elas, o aumento da cobrança sobre o crédito para empresas, que passou de 1,88% para 3,95% ao ano. Algumas medidas, entretanto, foram revistas, como o recuo na decisão de elevar de 1,1% para 3,5% a alíquota sobre compra de moeda em espécie e remessas ao exterior.

Detalhes: No mesmo evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo decidirá até o fim desta semana as formas de compensar os recuos sobre algumas alíquotas do IOF. “Temos até o final da semana para decidir como vamos compensar, se é com mais contingenciamento ou com alguma substituição”, disse.

Haddad também respondeu às críticas sobre o impacto do aumento do IOF no custo do crédito. Segundo ele, a elevação da taxa básica de juros também encarece o crédito e, mesmo assim, o setor empresarial entende a necessidade da medida. O ministro ainda comparou as atuais alíquotas às do governo anterior: “Naquele momento, eram ainda maiores.”

Queremos resolver isso o quanto antes: o fiscal e o monetário, para voltar a patamares adequados, tanto de tributação quanto de taxa de juros, para o país continuar crescendo”, afirmou Haddad ao deixar o evento no BNDES.

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