Levitsky: Trump usa tarifas como arma pessoal e ameaça global à democracia

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O que está acontecendo
O cientista político Steven Levitsky, professor de Harvard e coautor de Como as Democracias Morrem, alertou ao Valor Econômico que um segundo mandato de Donald Trump pode ter efeitos devastadores para a democracia global — com impacto direto sobre o Brasil.

Por que importa
Diferente do primeiro governo, agora Trump tem controle total sobre o Partido Republicano e estaria disposto a usar seu poder de forma ainda mais autoritária, exportando instabilidade e influenciando eleições estrangeiras — inclusive a brasileira, em 2026.

As falas-chave

“Trump é um admirador de ditadores e raramente demonstra compromisso com a democracia.”

“Ele usa tarifas como uma arma política pessoal, sem qualquer estratégia econômica ou geopolítica consistente.”

“É provável que Trump tente intervir nas eleições brasileiras em nome de um aliado de Bolsonaro.”

O Brasil no radar trumpista
Levitsky afirma que Trump tenta intimidar o Judiciário brasileiro com tarifas, em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente americano vê em Bolsonaro um “espírito afim” — ambos convencidos de que foram vítimas de conspirações eleitorais.

Cenário mais sombrio

  • O Partido Republicano foi “completamente tomado por Trump”, diz Levitsky.

  • Qualquer voz dissonante no partido é eliminada.

  • O populismo se tornou mais viável com redes sociais, que bypassam instituições tradicionais.

  • Trump não apenas não entende as instituições brasileiras, como não se importa com elas.

A frase que resume
“Se um dos dois partidos dos EUA rompe com a democracia, a democracia entra em colapso” — e Trump já cruzou essa linha.

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