Metaverso, e eu com isso? Por Jerffeson Teixera

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Jerffeson Teixera de Souza, Ph.D e COO da Blockchain One. Foto: Freepik

É fascinante vivermos em tempos de tamanhas transformações digitais e sociais. Quem lembra como eram as nossas vidas 30 anos atrás? Sem internet, sem celulares. Brincávamos na rua, mandávamos e recebíamos cartas, parávamos pra assistir o final da novela das oito e os filmes na Tela Quente. A vida era assim. Hoje, vivemos tempos diferentes. Estamos totalmente conectados, independente das distâncias. Nos mostramos nas redes sociais. Fazemos tudo pela internet, estudamos, trabalhamos, namoramos. Praticamente abandonamos os telefones, para telefonar. E amanhã, como será? Difícil responder, mas os avanços tecnológicos, com sua capacidade de modelar nossas vidas, nos apontam para alguns possíveis cenários.

Em outubro do ano passado, o Facebook anunciou que estaria mudando seu nome para Meta, como forma de refletir seu novo foco no desenvolvimento do metaverso. O metaverso é um conceito, que não é novo, que remete a uma espécie de realidade paralela, onde uma pessoa pode ter uma experiência imersiva com uso de tecnologias de realidade virtual. Esse universo permite que possamos construir “vidas” paralelas, através de representações digitais pessoais, os avatares. Outro elemento basilar desse universo é sua economia, absolutamente real, apesar de sua forma virtual, em virtude do uso das criptomoedas.

E eu com isso?

A partir desse sistema econômico real, novos mercados estão sendo criados, profissões estão surgindo, oportunidades das mais diversas estão sendo disponibilizadas.

Assim como aconteceu com a Internet, os negócios passam a perceber potenciais benefícios nesse novo mundo e iniciam projetos de produtos e serviços no metaverso. A Nike, por exemplo, adquiriu um estúdio de colecionáveis digitais que irá produzir tênis que poderão ser comprados e utilizados por avatares no metaverso. Disney, Hyundai, Louis Vuitton, Cola-Cola são outros exemplos de empresas desenvolvendo estratégias no metaverso.

São novas profissões, novas vagas, novos modelos de negócio já disponíveis hoje e que, sem qualquer dúvida, crescerão exponencialmente nos próximos anos. Provavelmente os nossos futuros filhos e netos, ou os seus avatares, zombarão de nós por termos usado o WhatsApp, o Instagram, a Netflix, o Uber, o iFood, enquanto atuam como especialistas em finanças virtuais, estilistas digitais, arquitetos ou engenheiros do metaverso, advogados especializados, ou outras profissões no metaverso. E assim segue a vida, pois, como diria Cazuza, o tempo não para.

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