
A Nestlé, multinacional suíça de alimentos e bebidas, anunciou nesta quinta-feira que obteve um lucro líquido de 5,6 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 6,33 bilhões) no primeiro semestre deste ano. Esse valor é semelhante ao registrado no mesmo período do ano anterior, ficando abaixo da expectativa de 5,76 bilhões de francos suíços prevista por analistas. O lucro básico por ação aumentou 3,3% em moeda constante, mas caiu 1% na base reportada, para 2,40 francos suíços. O lucro por ação subiu 1,8%, chegando a 2,16 francos suíços. Na bolsa suíça, as ações caíam 4,77% por volta das 8h15 (horário de Brasília).
As vendas totalizaram 45 bilhões de francos suíços (US$ 50,9 bilhões) nos primeiros seis meses do ano, uma queda de 2,7% em comparação aos US$ 46,29 bilhões do ano anterior. A expectativa era de 45,31 bilhões de francos suíços em vendas.
O crescimento interno real (RIG), principal indicador de volume de vendas, foi de 0,1%, enquanto analistas previam uma queda de 0,5%. A variação dos preços foi de 2%, abaixo dos 3% esperados.
A Nestlé, assim como outras empresas do setor, aumentou seus preços recentemente para compensar os custos elevados de ingredientes e logística devido à inflação. No ano passado, os preços subiram em média 7,5%, mas a empresa começou a desacelerar esses aumentos no início deste ano, já que muitos consumidores migraram para marcas mais baratas.
Regionalmente, a Nestlé teve crescimento orgânico na Europa (1,3%) e em mercados emergentes como China (2,9%) e América Latina (0,1%). No entanto, houve um declínio na América do Norte (-1,5%) e estabilidade na região da Ásia, Oceania e África. Em termos de vendas, a única região com aumento foi a América Latina, que subiu de 6 bilhões para 6,16 bilhões de francos suíços, impulsionada por fortes vendas no Brasil, México e América Central, apesar de quedas em outros mercados.
Por categoria, os maiores contribuintes para o crescimento orgânico da Nestlé foram as marcas de café Nescafé, Nespresso e Starbucks. As vendas de ração para pets também cresceram, lideradas por marcas premium. Além disso, houve aumento nas vendas de confeitaria, água, nutrição infantil, culinária e laticínios.
O CEO Mark Schneider destacou o retorno do crescimento interno real positivo, com melhorias de volume e mix de produtos no segundo trimestre. Ele afirmou que a empresa continuará a impulsionar o crescimento lançando inovações e expandindo grandes marcas, ajustando sua orientação para o ano com uma expectativa de crescimento orgânico das vendas de pelo menos 3%.
Para o ano fiscal de 2024, a Nestlé prevê um crescimento orgânico das vendas de até 3% e um aumento de lucro operacional subjacente a uma taxa média de um dígito. O guidance para o lucro por ação subjacente permanece inalterado, com expectativa de aumento moderado.







