O poder está com elas. Por Carol Mello

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Carol Mello é presidente do Conselho Nacional das Mulheres Empreendedoras e Inspiradoras–Elos por Elas. Foto: Divulgação

Quase um século e meio se passou desde o direito das mulheres em cursar faculdade no Brasil. De 1879 até 2022, a capacitação tem sido um diferencial entre nós. Divulgada no ano passado pelo IBGE, a pesquisa “Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil” apontou que somos 19,4% acima de 25 anos com nível superior, contra 15,1% dos homens.

Se até esse número está a nosso favor, também representamos mais da metade da população, o que está faltando para chegarmos ao poder e participarmos de forma efetiva nos principais centros de discussões?

Exemplos de mulheres bem-sucedidas não faltam. Temos Luiza Trajano (Magazine Luiza), Sônia Hess (Dudalina), Chieko Aoki (rede de hotéis Blue Tree), Cristina Junqueira (Nubank) e Ângela Merkel (exemplo de liderança e gestão pública, além de uma das mulheres mais poderosas do mundo), só para citar alguns nomes de destaque.

E no empreendedorismo feminino também somos maioria. Poucas empreendem por vocação. Muitas por necessidade e independência financeira, por isso mais políticas públicas precisam ser direcionadas para esse público.

Já passou da hora das mulheres serem elos, se ajudarem, se unirem e mudarem o curso da trajetória em que os homens são maioria nos cargos de liderança e também recompensados financeiramente de forma muito desproporcional. Não dá mais para aceitar passivamente que mulheres com filhos tenham menos oportunidades no mercado de trabalho, seja ele público ou privado, e ao exercerem função semelhante ganhem entre 22% e 77% menos que eles. Os números são de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do ano passado.

Em poucos meses teremos mais uma oportunidade de fazer valer o direito que nos foi dado há 90 anos: o direito ao voto. O poder deve sim ser ocupado também por mulheres. Qualificação, capacidade de trabalhar de forma colaborativa, autodisciplina, facilidade para negociação, responsabilidade, gestão, disposição para assumir riscos, flexibilidade e senso se igualdade são algumas das inúmeras competências que aprendemos ter desde cedo. Temos o dever de ser muito mais do que cotas partidárias. Apoiar uma representante mulher, conhecer suas bandeiras e até sugerir projetos que sejam viáveis é um importante passo a ser dado quando outubro chegar.

 

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