Os 25 anos do Instituto Dragão do Mar e a economia cearense. Por Edson Alves Filho

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Edson Alves Filho é advogado, m em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Pesquisador do Grupo de Estudos sobre Direito do Terceiro Setor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foto: Divulgação

Com os desafios cada vez mais batendo à porta sobre a economia do nosso Estado, cresce o movimento especulativo acerca do investimento estatal em eixos como economia criativa, turismo e energia verde, e, neste mês, se celebra o aniversário de 25 anos da agência de desenvolvimento que consegue realizar tais objetivos: o Instituto Dragão do Mar (IDM).

Como primeira Organização Social de Cultura do Brasil, o IDM se consagra, a partir de importantes projetos e programas que já estão enraizados na cultura cearense, sendo um vetor importante em tais áreas ao mesmo tempo, a exemplo da Temporada de Arte Cearense (TAC), que, por meio de Contrato de Gestão com metas exequíveis, permite a ocupação e a programação de diversos equipamentos culturais, além de gerar um ganho de eficiência com a flexibilidade que possibilita, dada a instabilidade comum das agendas e pautas artísticas.

Ampliando a sua atuação, atualmente o IDM realiza políticas transversais de cultura por meio do esporte, do meio ambiente e do conhecimento, permitindo que o campo cultural com sua expertise adentre em outras áreas para alavancar o desenvolvimento social, como a gestão do Centro de Formação Olímpica, Complexo Mirante do Caldas, além da Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, todos com metas sustentáveis amparadas pela figura do Contrato de Gestão firmado com o poder público estadual, com atividades para o público, sejam de fruição ou formativas, as quais são pautadas por indicadores e pesquisas de satisfação.

Diante deste cenário, são muitos empregos diretos e indiretos que são gerados, além das contratações viabilizadas, sejam por meio dos Contratos de Gestão ou não, o que estimula toda a cadeia produtiva local, o que impacta certamente no número do novo PIB da cultura, anunciado por pesquisa realizada pelo Itaú Cultural este mês, em 3,11% do PIB nacional, superando o valor gerado em 2020 pela indústria automobilística. Isso torna o IDM importante agência de fomento de desenvolvimento do Ceará, daí a necessidade de sua celebração, e, para além, a preservação e manutenção do modelo de gestão por resultados por ele propiciado.

Assim, como escreveu Augusto Pontes, “Mas as coisas vivas, viveram-se”. A Cultura, hoje, no Ceará, é tão real para quem dela vive quanto um prato de comida. Cultura é também economia criativa, cadeia produtiva e fator de mobilidade social, como demonstra a fatia do PIB que ela representa. E o IDM é, ao longo dos anos, um dos principais responsáveis por essa transformação. Viva, IDM!

 

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