
As atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos (MCE) geraram 129.423 empregos no Brasil em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 postos de trabalho da indústria extrativa mineral. Em comparação com 2023, o número de empregos ligados ao segmento cresceu 8,6%. Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
Minas Gerais lidera o número de empregos relacionados ao setor, com 62.631 postos de trabalho, seguido pelo Pará, com 27.047, e pela Bahia, com 9.147. Entre os municípios, os maiores contingentes estão em Parauapebas (PA), com 8.234 trabalhadores; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Ferro concentra maior número de empregos
Entre as atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos, a extração de ferro é a que mais emprega, com 70.027 postos de trabalho. Em seguida aparecem as atividades ligadas aos metais preciosos, com 21.313 empregos.
O portal reúne informações sobre 21 substâncias minerais, incluindo alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio. A plataforma também permite consultar dados sobre o perfil dos trabalhadores, a remuneração média e a distribuição territorial dos empregos.
Mulheres ocupam 22% dos postos
Os homens ocupam 100.765 empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos, o equivalente a 78% do total. As mulheres representam 22%, com 28.658 postos de trabalho.
Em relação à qualificação, 51.714 empregos estão associados à mão de obra qualificada. Os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, correspondentes a 14% do total. Desse grupo, 19.060 são homens e 11.647, mulheres.
Entre os municípios com maior número de trabalhadores, Parauapebas registra 1.851 profissionais com ensino superior. Em Nova Lima, são 4.776, enquanto Congonhas contabiliza 1.234.
Remuneração média chega a R$ 11,8 mil para nível superior
Em 2025, a remuneração média dos trabalhadores do setor variou conforme a escolaridade. Para profissionais com ensino fundamental, o valor foi de R$ 3.218. Entre aqueles com ensino médio, a média chegou a R$ 4.142. Já os trabalhadores com ensino superior receberam, em média, R$ 11.856.
As informações sobre o mercado formal de trabalho foram compiladas a partir de microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Mineração movimentou R$ 250,4 bilhões
Além dos indicadores de emprego, o Portal de Minerais Críticos e Estratégicos disponibiliza dados sobre exploração mineral, investimentos, produção e comércio exterior.
Segundo os indicadores da plataforma, o Brasil tinha 1.012 áreas em produção em 2025, que resultaram em R$ 250,4 bilhões para o país.






