
Equipe Focus
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A comercialização de cimento no Brasil cresceu 15,4% no primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período de 2020. Em junho, as vendas avançaram 1,7% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, ficando praticamente estável em relação às vendas de maio (5,44 milhões de toneladas). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).
“Com as vendas do 1° semestre mantendo boa performance, a indústria do cimento espera para os próximos meses um arrefecimento dos ganhos obtidos até maio, como já apontam os dados de desempenho de junho”, disse o Snic. “Este quadro se deve, principalmente, em função de uma base de vendas muito fraca no período de janeiro a maio do ano passado e o efeito estatístico que favoreceu os percentuais de crescimento da atividade nos primeiros cinco meses deste ano.”
De acordo com o sindicato, a “autoconstrução”, as reformas (residencial e comercial) ainda em alta e a continuidade de obras do setor imobiliário são as principais razões de demanda do produto. “Atualmente, esses vetores de consumo respondem por aproximadamente 80% da destinação do cimento no país e colaboraram com as vendas no mercado interno, que atingiram em junho 5,5 milhões de toneladas. No acumulado do ano (janeiro a junho) foram vendidas 31,5 milhões de toneladas”, diz o Snic. O sindicato espera fechar o ano com um crescimento aproximado de 6%.
“Acreditamos que o setor deve continuar em um bom ritmo de crescimento. O aumento das vendas de imóveis residenciais em patamares surpreendentes sustenta o desempenho do setor de cimento, mas impõe cautela para o futuro”, disse Paulo Camillo Penna, presidente do Snic, em comunicado à imprensa. “A infraestrutura continua sendo uma atividade de extrema importância para a indústria do cimento e os resultados dos leilões e concessões ocorridos principalmente a partir de abril começarão a ser percebidos em 2022”.








