Juntos podemos vencer essa guerra. Por Elias Leite

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Presidente da Unimed Fortaleza, Elias Leite. Foto: Divulgação

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A pandemia da Covid-19 é, sem dúvida, o maior desafio que a nossa sociedade e o nosso sistema de saúde já enfrentaram nos últimos anos. De uma forma súbita, essa doença transformou nossas vidas e rotinas e nos obrigou a tomar rápidas e assertivas decisões em meio a um cenário de incertezas. De início, esperávamos que não tardaria até que tudo voltasse ao normal, mas essa situação já perdura por um ano e hoje percebemos que os desafios ainda são muitos.

Quem diz ter certezas sobre esse vírus, provavelmente, não está entendendo o que de fato estamos vivenciando, ou seja, se você está entendendo tudo o que está acontecendo é porque não está prestando atenção.

A única coisa que podemos afirmar com certeza é que, para vencer essa pandemia, precisamos unir forças. Todos estamos cansados e angustiados, mas é necessário que tenhamos mais paciência e que façamos nossa parte. Cada um deve focar no que é sua responsabilidade.

Aos governos cabem as políticas de saúde pública e decisões efetivas e assertivas a serem seguidas por todos. Às operadoras de saúde, cabem, dentre outras coisas, todos os esforços para garantir atendimento aos seus clientes, da melhor maneira possível, dentro do que for possível, no meio dessa guerra. A nós, cidadãos, cabem os esforços para diminuição da exposição aos riscos de contaminação, com as medidas já amplamente divulgadas. Infelizmente, muitas pessoas ainda minimizam a doença e suas consequências e, com isso, não tomam os cuidados necessários para diminuir o contágio, o que contribui com o aumento dos adoecimentos, das internações e dos óbitos causados pela Covid-19. Mais do que nunca, é preciso evitar aglomerações, usar máscara continuamente e intensificar a higiene das mãos.

Desde que a pandemia chegou ao Ceará, estamos dedicados a oferecer o melhor atendimento possível aos clientes da Unimed Fortaleza. Fizemos inúmeras adaptações e intervenções no Hospital da Unimed, redirecionamos serviços do nosso hospital para unidades da rede credenciada, construímos um hospital de campanha, contratamos mais profissionais de saúde, tudo para aumentar a quantidade de leitos e manter o cuidado com os nossos pacientes da melhor forma possível.

No ápice da pandemia, em maio do ano passado, após dois meses que a Covid-19 chegou ao Ceará, chegamos a ter 582 pacientes internados nos hospitais da rede Unimed em Fortaleza, dos quais, 34% estavam em leitos de UTI. De maio até outubro, os números começaram a cair e chegamos ao menor patamar de internações no início de outubro, quando tínhamos 37 pacientes internados pela doença.

A partir de então, os índices voltaram a subir, porém de forma gradual, em um movimento “de escada”, com subidas alternadas por platôs. Entretanto, do início deste ano até o momento, os números, sejam de atendimentos na emergência, sejam de internações, vêm crescendo de forma mais acelerada e, com isso, acionamos o sinal de alerta novamente. Desde então, temos tomado todas as medidas necessárias para garantir o tratamento adequado aos nossos clientes.

Entretanto, de nada adiantam todos os esforços que vêm sendo feitos pelos sistemas de saúde se todos não fizerem a sua parte. A nossa capacidade de expansão é finita, e caso os números continuem em escalada, a possibilidade de faltar atendimento adequado a todos que precisarem, tanto nos serviços públicos, como privados, é real. O momento é, sim, muito crítico e só há um jeito de vencermos essa guerra: juntos!

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