
Por que importa: A entrada da ex-prefeita de Fortaleza reorganiza a disputa por uma das duas vagas ao Senado em 2026. Luizianne Lins chega competitiva e amplia o poder de negociação da federação Rede-PSOL com o PT e os demais partidos da base do governador Elmano de Freitas.
O que aconteceu: A deputada federal aceitou o convite para ser pré-candidata ao Senado pela federação Rede-PSOL. A confirmação foi feita nesta terça-feira (30) pelo presidente da federação no Ceará, Alexandre Uchoa.
“Luizianne ajuda a dar viabilidade a um campo que, às vezes, carece de figuras.” — Alexandre Uchoa
Nas entrelinhas: A candidatura nasce na Rede-PSOL, mas está mantida as negociações para integrar um palanque mais amplo de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Elmano no Ceará. A definição sobre uma composição formal com o PT e demais aliados ficará para as negociações da formação da chapa que costumam ocorrer no período das convenções.
Os números: A decisão ocorre em um momento favorável para Luizianne. Na mais recente pesquisa Focus Poder/AtlasIntel, ela aparece entre os nomes mais fortes da corrida ao Senado. No cenário com Cid Gomes (PSB) candidato, integra o bloco tecnicamente empatado na liderança. Sem Cid, assume a liderança numérica da disputa, com 20,5% dos votos consolidados.
Contexto: Luizianne deixou o PT em abril, encerrando uma trajetória de 37 anos no partido. Filiou-se à Rede Sustentabilidade, legenda federada ao PSOL, após divergências internas que se intensificaram desde a sucessão municipal de Fortaleza em 2024.
O que observar: A candidatura de Luizianne aumenta a pressão sobre a montagem da chapa governista. Com bom desempenho nas pesquisas e recall eleitoral consolidado, ela passa a ser uma peça difícil de ser ignorada nas negociações da base aliada.





