Quais as “medidas duras” que Camilo prometeu anunciar?

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A fala de Camilo Santana em live na manhã desta terça-feira gerou surpresa, uma avalanche de especulações e, na sequência, as lamentáveis fake news. O governador disse exatamente o seguinte: “Nós estamos fazendo um esforço. Vamos anunciar essa semana novas medidas. Sei que são medidas duras que afetam a economia do Estado, afeta a vida das pessoas”.’

Por óbvio, a declaração deixou um campo arado e e adubado para que aproveitadores pudessem atuar, apologistas do caos se manifestassem e as pessoas de bem, a grande maioria, ficassem assustadas.

Não foi à toa que, no início da noite, o próprio governador, usasse outra live para desmentir as especulações que rapidamente reinaram nas trocas de zaps entre famílias e amigos. E o que corria nessas listas era o terror de fechamento até de supermercados, que passariam a trabalhar só com serviço de entrega. Também especulava-se que serviços de entrega de alimentos preparados seriam proibidos, além de outras medidas draconianas.

Ou seja, um conjunto assustador que não se tem notícia nem nos piores momentos da pandemia na Europa ou qualquer outro lugar do mundo. Não foi à toa que, a olhos nus, o movimento nos supermercados na tarde desta terça-feira se mostrava maior que o normal para o horário.

O fato é que, sim, o governador disse o que disse. Falou claramente em “medidas duras que afetam a economia”. Diante do desmentido do governador horas depois e da acusação que se tratam de fake news, fica a pergunta: quais são as medidas duras?

Há exatos 12 meses, o 1º decreto baixado em 19 de março, dia de São José, trouxe as medidas mais duras que afetaram o setor produtivo. Além do fechamento de bares, restaurantes e comércio (e serviços) em geral o texto proibiu o funcionamento de fábricas (menos as que produzem alimentos e itens da área de saúde), construção civil e até o transporte coletivo.

Até aqui, aquelas foram as medidas mais severas na área da economia. Depois, aos poucos, novos decretos amenizaram as medidas. Porém, quase um ano depois, a pandemia voltou mais forte do que o ano passado.

Para bom entendedor…

Atualização às 20:31: o secretário de Governo, o jornalista Chagas Vieira, entrou em contato com o blog para dizer que o governador não tinha nenhuma intenção de dizer o que acabou dizendo. “O governador estava adiantando que iria anunciar novas medidas, mas, ao vivo, emendou no sentido de lamentar as medidas duras. No entanto, estava se relacionando às medidas já adotadas”.

“Tanto é que não havia sentido falar em novas medidas na economia sem que houvesse a reunião que analisa o quadro da saúde”, lembra Chagas.

A próxima reunião deve ocorrer na quinta ou sexta-feira, como é usual.

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