Conhecido remédio para rinite passa a compor a artilharia contra a Covid

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Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

A Budesonida, um medicamento para asma amplamente utilizado e de baixo preço, entra no rol dos remédios de combate à Covid. Estudo da Universidade de Oxford concluiu que o tratamento com a conhecida droga para rinite acelera a recuperação de pacientes na fase inicial da doença. Portanto, no Brasil, tende a compor o conjunto de medicamentos do chamado tratamento precoce.

O estudo concluiu que a budesonida, administrada por inalador, reduz em três dias o tempo que os pacientes de alto risco levam para se sentirem melhor. Também reduziu as chances de recaída após uma recuperação inicial. A Astra/Zeneca foi parceira da Oxford na pesquisa.

De acordo com a BBC, o Serviço Nacional de Saúde britânico pode começar, a partir desta segunda-feira, a prescrever o medicamento a certos casos de covid-19. A budesonida, usada no tratamento de asma, rinite não infecciosa e pólipos nasais, atua nos pulmões, onde o coronavírus pode causar danos severos, e pode acelerar a recuperação de infectados, em casa.

Os investigadores da Universidade de Oxford garantem que duas inalações de budesonida, duas vezes ao dia, aceleram o tratamento da covid-19 em doentes com mais de 50 anos e sintomas leves da doença.

O diretor do sistema de saúde britânico (NHS), Stephen Powis, admite que os profissionais de saúde possam agora começar a prescrever a budesonida inalada “quando houver um benefício médico para os pacientes após uma conversa de decisão compartilhada”.

O estudo envolveu mais de 1.700 pessoas em risco de terem casos severos de Covid-19. Todos os pacientes tinham mais de 50 anos, pertencentes a um grupo de risco, ou tinham mais de 65 anos, sem qualquer problema de saúde.

Durante as primeiras duas semanas de sintomas, 751 participantes receberam um inalador com budesonida que deveriam utilizaram duas vezes por dia. Este grupo, se recuperou da Covid-19, em média, três dias antes do que os restantes, que apenas receberam o tratamento tradicional na Inglaterra: descanso e paracetamol.

Um terço dos pacientes que recebeu o tratamento experimental recuperou da doença em menos de 14 dias. Já entre os elementos que receberam paracetamol, menos de um quarto das pessoas se recuperou nas primeiras duas semanas.

Verificaram-se ainda sinais de que ocorreram menos casos de internamentos nos que tomaram a budesonida. Apenas 8,5% dos elementos do tratamento experimental foram admitidos em unidades hospitalares, comparando com os 10,3% entre os restantes.

Os resultados finais do estudo, que vão incluir mais dados, deverão ser publicados no final do mês de abril.

O que motivou a pesquisa?
Vários relatórios iniciais entre internados com COVID-19 mostraram que os pacientes com doença respiratória crônica estavam significativamente sub-representados nesses cortes. Ou seja, pessoas com uma comorbidade apareciam em baixo número nas hospitalizações por Covid.  “Nossa hipótese é que o uso disseminado de glicocorticoides inalatórios entre esses pacientes foi responsável por esse achado, e testamos se os glicocorticoides inalatórios seriam um tratamento eficaz para o COVID-19 inicial”, afirma o estudo.

Como foi feita a pesquisa?
O teste, conduzido pela Universidade de Oxford, recrutou pessoas com Covid com mais de 50 anos com uma condição de saúde subjacente que os colocava em maior risco de doenças graves, ou com mais de 65 anos. A droga foi entregue em suas casas e para se qualificarem para o teste, eles tiveram que começar a usar um inalador de budesonida após apresentar os primeiros sintomas.

Qual a conclusão do estudo?
A administração precoce de budesonida inalada reduziu a probabilidade de necessidade de cuidados médicos urgentes e reduziu o tempo de recuperação dos contagiados.

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