Criatura política no Ceará: federação estilo Frankenstein tenta ganhar vida

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A nova engenharia política da Federação União Progressista no Ceará parece saída de um laboratório institucional bem criativo. Quem sabe, de um roteiro mal ajambrdo de realismo fantástico.

De um lado, Capitão Wagner e Roberto Cláudio, nomes claramente posicionados na oposição estadual, assumem o comando da federação, que junta o União Brasil e o PP. Do outro, os próprios partidos que compõem essa federação seguem, em boa medida, orbitando a base do governo Elmano de Freitas. É como se o carro tivesse dois motoristas: um pisa no acelerador rumo à oposição, enquanto o outro segura o volante alinhado com o governo.

O resultado é um arranjo curioso, quase um “condomínio político” onde cada morador tem liberdade para decorar o apartamento ideológico à sua maneira, até aqui, com os melindres para manter as paredes em pé. A liberação para apoios distintos ao Governo do Estado reforça essa lógica: unidade formal, diversidade prática.

No fundo, trata-se de um equilíbrio instável, mas tipicamente brasileiro. Um “Frankenstein institucional”. Desengonçado no camihar e sem pensamento definido. Ao menos por enquanto. Até as convenções, a tendência é que essa convivência produza mais capítulos interessantes do que consensos sólidos. Afinal, quando a disputa eleitoral apertar, a pergunta inevitável será: quem, de fato, manda no monstro?

Se a gente levar a metáfora até o fim, esse “Frankenstein político” começa a ficar ainda mais interessante e revelador. O corpo já está montado: tronco de uma federação formal, braços puxando para lados distintos, pernas caminhando em direções opostas. Cada parte tem origem, comando e interesses próprios.

Mas o ponto decisivo é sempre a cabeça. Quem pensa? Quem decide? Quem dá a direção final? Bom, esse comando vem da direação nacional. É por isso que o mercado político considera que ese jogo ainda esá sendo jogado. Para a oposição e para o Governo, o bem ais preciso do Frankstein é o tempo qeele tem no horário eleitoral e os recursos financeiros advindos dos fundos partidários. Aliás, para quem vão esses fundos? Paraa Federação locl ou para os partidos que a compõm?

No caso dessa federação, a cabeça ainda parece em disputa Pode até acabar sendo uma “cabeça compartilhada”, algo como um organismo que raciocina em duas frequências ao mesmo tempo. Em momentos de conveniência, fala como oposição; em outros, age como base governista. Uma espécie de consciência dupla, moldada mais pela circunstância do que por uma linha política clara.

Um Frankenstein até pode se sustentar com partes diferentes, mas se a cabeça não tiver comando claro, o corpo não anda… ou anda em círculos. Até as convenções, o que se verá é justamente essa tentativa de “encaixar a cabeça no corpo”. A dúvida é se ela será única — ou se veremos, à brasileira, um raro caso de criatura com mais de um cérebro tentando governar o mesmo corpo.

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