
Equipe Focus
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A Superintendência Regional da Receita Federal decidiu realizar, em parceria com o Porto do Pecém, um projeto-piloto de verificação remota nas unidades aduaneiras que compõem a 3ª Região Fiscal (CE, MA e PI). A medida foi adotada em caráter emergencial por conta das restrições ao trabalho presencial durante a pandemia.
Segundo o Porto do Pecém, “o novo modelo trouxe resultados satisfatórios”, permitindo que a inspeção de cargas e o despacho aduaneiro no terminal cearense fosse realizado por auditores lotados em outros estados, como Piauí e Maranhão.
“Foram três meses desenvolvendo essa nova maneira de inspecionar cargas remotamente, que em tão pouco tempo representa uma inovação na logística nacional, pois deverá ser adotada em outros estados do Brasil”, diz George Braga, vice-presidente financeiro do Complexo do Pecém.
Tecnologia
Para colocar o novo modelo em prática foi preciso fazer uso de um circuito de TV, já existente, com mais de 300 câmeras de videomonitoramento, interligadas por uma rede de fibra óptica com alta capacidade de transmissão disponível nos 150 hectares do Terminal Portuário do Pecém. Também foram instaladas novas câmeras para uso exclusivo da vistoria remota, inclusive câmeras de visão noturna.
“Antes, nossa equipe de auditores teria que gastar muito tempo com deslocamentos para atender a todos os recintos aduaneiros da região, muitos deles distantes uns dos outros. Com a vistoria remota, esse problema passa a não existir mais e o tempo médio do servidor dedicado à atividade fim de conferência de mercadorias será maior, o que agilizará sensivelmente o processo de liberação de mercadorias”, diz o auditor-fiscal Edson Nogueira, inspetor-chefe da IRF/PCE. Com informações da assessoria do Porto do Pecém.







