
Equipe Focus
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A baixa nos preços de cinco dos 12 produtos da cesta básica fez com que um trabalhador tivesse que desembolsar R$ 579,06.
É o que aponta a pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Eocioeconômicos (DIEESE).
Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo de R$ 1.100,00, entende-se que o trabalhador teve que desprender 115h e 49 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade.
O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.737,18.
Os preços dos alimentos básicos, principalmente os que são comodities, seguiram em patamar elevado em 2021, decorrente demanda externa aquecida, problemas climáticos (seca, geada), o dólar em patamar atraente para as exportações e influenciando negativamente nos custos de produção (elevando os preços dos
insumos).
Por outro lado, outros produtos mostraram redução, uma vez que a economia seguiu com baixa geração de emprego, crescimento da informalidade e alto desemprego, com isso, o consumo diminuiu e muitos produtores não conseguiram repassar os aumentos para o preço final.
Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos mostraram que, entre os meses de dezembro de 2020 e 2021, nove produtos básicos apresentaram alta acumulada de preços em quase todas as capitais pesquisadas.
Foram eles: carne bovina de primeira, açúcar, óleo de soja, café em pó, tomate, pão francês, manteiga, leite integral longa vida e farinha (de trigo no Centro-Sul e de mandioca no Norte e Nordeste).
Entre os motivos destaca-se a foram alguns dos fatores que influenciaram na trajetória ascendente dos preços dos produtos básicos.
Por outro lado, batata, arroz agulhinha e feijão apresentaram taxas negativas na maior parte das capitais.







