Kassab convida ex-tucano para disputar o governo de São Paulo

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 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, convidou na segunda-feira, 7, o prefeito de São José dos Campos (SP), Felício Ramuth – que deixou o PSDB no início do ano -, para disputar o governo paulista. Os dois se reuniram na cidade do Vale do Paraíba.

“Faço publicamente, em nome de todo o partido, este convite, e espero que o prefeito possa refletir e responder positivamente, já que é uma excelente opção para o PSD e para o Estado de São Paulo”, afirmou Kassab após o encontro.

Durante o processo de prévias presidenciais do PSDB, Ramuth rompeu com o governador de São Paulo, João Doria, e apoiou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. São José dos Campos foi o único diretório municipal do partido em São Paulo que não apoiou Doria na disputa.

Antes de convidar Ramuth, Kassab sondou o governador gaúcho para entrar no PSD e disputar o Palácio do Planalto – Leite seria uma opção ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que pode desistir de concorrer.

ALCKMIN

A primeira opção de Kassab em São Paulo era lançar o ex-governador Geraldo Alckmin em uma coligação com o PSB do também ex-governador Márcio França. Esse projeto, porém, naufragou após a aproximação de Alckmin com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem deve ser candidato a vice.

Ao falar sobre a candidatura própria, o presidente do PSD defendeu o fim das coligações em eleições proporcionais e o mesmo para as candidaturas majoritárias, e reiterou sua posição de que essas medidas “vêm pra ficar” nas eleições.

“O político deve dar um passo de cada vez, de forma sólida. Um passo importante foi dado hoje (ontem), mas, para mim, seria impossível tomar neste momento uma decisão, antes de consultar aqueles que me fazem permanecer na vida pública, os cidadãos de São José e da região”, disse Ramuth, quando questionado por jornalistas sobre o convite.

Kassab foi aliado de Doria até dezembro de 2020. O ex-ministro foi secretário licenciado desde o começo da gestão tucana e, nesta data, oficializou sua saída da Casa Civil.

Agência Estado

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