
Equipe Focus
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O deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE) articula uma moção de repúdio contra a invasão russa contra a Ucrânia. O texto, que deve ser apresentado na próxima segunda, 7.
De acordo com o parlamentar, o documento representa uma defesa dos princípios da não-intervenção e da solução pacífica de conflitos, que, segundo o art. 4º da Constituição Federal, regem a política externa brasileira.
“Se nós não aceitamos que venham invadir a nossa Amazônia, não podemos permitir que façam coisas semelhantes com outros países”, declara.
Tropas russas invadiram o vizinho ucraniano no último dia 24 e vêm combatendo as forças locais no leste, no norte e no sul do País. Na terça-feira (1º), a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que ao menos 136 civis já haviam morrido em função dos combates, sendo 13 crianças. O governo local fala em mais de 350 mortes.
Lições
O deputado afirma ainda que a guerra no continente europeu traz lições. Uma delas é de que o investimento em novas fontes de energia não é mais uma questão apenas ambiental ou econômica, mas um imperativo de segurança nacional.
“Basicamente, toda a nossa cadeia produtiva de energia limpa já é nacional. Ou seja, apostar nela fortalece nossa independência no campo internacional e não permite que nos tornemos reféns de interesses que não são os nossos”, declara o parlamentar.
Ele aponta que a ascensão do Hidrogênio Verde (H2V) também permite que se diversifique as fontes de importação de energia, diminuindo-se a dependência de fornecedores controlados por regimes autocráticos movidos a petróleo.
Na seara dos fertilizantes utilizados – 70% deles importados, sendo a Rússia o principal fornecedor -, o parlamentar defende que se invista na produção nacional, destacando as possibilidades da mina de Itataia, em Santa Quitéria.
O empreendimento tem potencial para a extração de fosfato – utilizado, por exemplo, na produção de soja. Segundo dados do banco Itaú BBA, o Brasil importa 15% de seu fosfato dos russos.
Em 2018, segundo a consultoria Globalfert, cerca de 5,7 milhões de toneladas de fosfatados que abasteceram o Brasil vieram de lá. Em 2021, foram US$ 3,5 bilhões em fertilizantes do país.







