
Átila Varela
atila@focuspoder.com.br
A Pague Menos comemorou os excelentes resultados obtidos em 2021. A varejista farmacêutica divulgou suas demonstrações financeiras em relatório nesta quarta-feira, 9.
Em termos de vendas, a empresa cearense registrou crescimento total de 10,3%. Também chama atenção as vendas do digital: 85,3% em 2021.
Com relação ao Ebitda, a Pague Menos cravou R$ 671 milhões, crescendo 17,2% e margem de 8,3%. Já o Lucro Líquido Ajustado foi de R$ 176,6 milhões, o que representa uma alta de 83,9%.
“O sólido resultado de 2021, com crescimento mesmas lojas acima da inflação de medicamentos, expansão de margens e lucro líquido 84% superior ao do ano anterior, superou as expectativas à época de nosso IPO e foi alcançado mesmo com cenário macroeconômico consideravelmente mais desafiador do que o originalmente previsto, com agravamento da pandemia, pressão inflacionária em importantes despesas operacionais e corrosão do poder de compra das famílias. Este é o oitavo trimestre seguido de entregas consistentes”, destacou o CEO da Pague Menos, Mário Queirós.
Lojas
No 4º trimestre de 2021, a Pague Menos encerrou com 48 lojas, totalizando 80 inaugurações no ano. O portfólio atingiu 1.165 pontos de venda distribuídos em 348 municípios, sendo aproximadamente 90% de lojas maduras.
“Nosso plano de expansão continua priorizando as regiões Norte e Nordeste, com ~80% das inaugurações do ano realizadas nessas regiões, e com foco voltado para a classe média expandida (classes B2/C/D). Além da expansão no portfólio, investimentos estratégicos foram feitos também em reformas, com 99 lojas reformadas no período, complementa o documento.
Expansão
O documento também detalha a aquisição da Extrafarma, reforçando a estratégia de crescimento para 2022. A empresa aponta o “excelente potencial de sinergia”.
“Do ponto de vista macroeconômico, esperamos que a dinâmica inflacionária seja neutra em 2022, ao contrário do que ocorreu em 2021, quando o reajuste de medicamentos foi inferior à inflação de despesas. Com o contínuo crescimento de lojas maduras, normalização no ritmo de expansão orgânica a partir do 2T22, início da integração e captura de sinergias da Extrafarma, estimamos melhorias na alavancagem operacional”, pontua um trecho das demonstrações financeiras.
O segundo semestre, no entanto, será determinante para ampliar ainda mais os negócios. Mais uma vez, a Extrafarma está envolvida.
“Projetamos entrar em “velocidade de cruzeiro” na expansão orgânica, dinâmica inflacionária positiva e o início da integração e captura de sinergias da Extrafarma, após a conclusão do processo de análise do Cade”, finaliza.







